Cirurgião: Peça para violão e sons gravados.

Estão postados no Youtube os vídeos das 4 peças tocadas na apresentação do Artesanato Furioso que aconteceu no Instituto de Ciências da Arte (ICA), dia 23 de setembro de 2007, às 20 horas. Nesta noite contamos com as participações especialíssimas de Alan Fonseca, Allan Carvalho e Cláudio Costa. A filmagem foi feita pelo Fábio Amaral. Mais informações sobre essa noitada: aqui mesmo no blog, no post “Artesanato Furioso no ICA – áudio“.

Confiram os vídeos:

01. Poluição sonora (Fábio Cavalcante)
Allan Carvalho: Balão
Cláudio Costa: Prato, faca e isopor
Fábio Cavalcante: Sons gravados
Valério Fiel da Costa: Copos e isopor

02. Kensho (Valério Fiel da Costa)
Allan Carvalho: Cadeira, roque-roque, percussão, microfone e voz
Cláudio Costa: Cadeira, roque-roque, percussão, microfone e voz
Valério Fiel da Costa: Cadeira, roque-roque, percussão, microfone e voz

03. Cirurgião (Fábio Cavalcante)
Alan Fonseca: Tarraxa de violão
Cláudio Costa: Tarraxa de violão e pente.
Fábio Cavalcante: Violão, pente e faca
Valério Fiel da Costa: Sons gravados

04. Trash plastic (Valério Fiel da Costa / Lilian Campesato)
Fábio Cavalcante: Plástico, microfone, lata de cerveja e fita gomada
Valério Fiel da Costa: Plástico, copo e papel

Esta foi a segunda noite do espetáculo “Artesanato Furioso no ICA”. Mais adiante disponibilizarei os vídeos da primeira noite (22/09), com as peças “Cu cagão”, “Silêncios, peixes e assombrações subaquáticas”, “Pérola”, “Missa” e “Música de microfonia”.

Este show teve o apoio do Instituto de Ciências da Arte (ICA) e do Teatro Experimental Waldemar Henrique.

Apresentação do grupo de arte sonora Artesanato Furioso, no ICA (Instituto de Ciências da Arte), dias 22 e 23 de setembro. O duo contou com as participações muito especiais dos músicos Alan Fonseca, Allan Carvalho, Arthur Alves, Cláudio Costa e Renato Torres.
Tivemos o apoio do Instituto de Ciências da Arte (ICA) e do Teatro Experimental Waldemar Henrique.

cartaz

Para baixar o show completo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip – 106 MB).

Ouça-o no tocador abaixo.

E aqui a ficha técnica:

Sábado, 22 de setembro, meia-noite.

1. Cu cagão (Fábio Cavalcante) – partitura
Allan Carvalho: Coro, Pano
Fábio Cavalcante: Coro, Sons gravados
Renato Torres: Voz, Balão
Valério Fiel da Costa: Coro, Velcro

2. Silêncio, peixes e assombrações subaquáticas (Valério Fiel da Costa) – partitura
Arthur Alves: Cello com delay
Valério Fiel: Piano preparado

3. Missa (Valério Fiel da Costa) – partitura
Alan, Allan, Cláudio, Judson, Renato: Panelas
Valério Fiel da Costa: Voz, Teclado

4. Música de microfonia (Valério Fiel da Costa / Fábio Cavalcante) – partitura
Fábio Cavalcante: Microfone, Toca-disco, Máquina de chuva, Balão
Valério Fiel da Costa: Microfone, Rádio, Sons gravados, Roque-roque, Balão, Molho de conchas

Domingo, 23 de setembro, 20h

1. Poluição sonora (Fábio Cavalcante)
Allan Carvalho: Balão
Cláudio Costa: Copos, Isopor
Fábio Cavalcante: Sons gravados
Valério Fiel da Costa: Copos, Isopor

2. Kensho (Valério Fiel da Costa) – partitura
Allan Carvalho: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz
Cláudio Costa: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz
Valério Fiel da Costa: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz

3. Cirurgião (Fábio Cavalcante)
Alan Fonseca: Tarraxa de violão
Cláudio Costa: Tarraxa de violão
Fábio Cavalcante: Violão, Pente e Faca
Valério Fiel da Costa: Sons gravados

4. Trash plastic (Valério Fiel da Costa / Lilian Campesato)
Fábio Cavalcante: Plástico, Microfone, Lata de cerveja, Fita gomada
Valério Fiel da Costa: Plástico, Copo, Papel

Mais informações sobre o Artesanato Furioso aqui.

Fiz o Cu cagão (CC) para ser tocado na quinta edição do Artesanato Furioso. Vinha gravando desde janeiro os sons de algumas cagadas, e com a confirmação junto ao Valério de que esse ano iríamos tocar novamente, pensei em montar essa peça. Esta não é a primeira música “escatológica” nas costas do Artesanato. Na primeira edição, em 2000, fiz uma peça eletroacústica baseada em sons de arroto – as amostras “cantavam” a Fuga 1 de Bach.

A peça foi escrita para “sons gravados”, vozes, balão, pano e velcro; e no dia da apresentação tocaram os músicos Allan Carvalho (no pano), Fábio Cavalcante (sons gravados), Renato Torres (balão e voz) e Valério Fiel da Costa (Velcro). Todos ajudavam no coro. Como a gravação ao vivo não ficou muito boa – o ar-condicionado ficou ligado e o vento batia às vezes de frente no microfone gravador – resolvi fazer essa gravação em estúdio. Tirei dela o velcro, que então me pareceu desnecessário. Clique aqui para ouvir o Cu cagão.

Para baixar essa e outras músicas do Artesanato Furioso, visite a página do duo no meu site.

Publiquei na internet o vídeo SATORI, gravado na madrugada de 1° de março, no porão do Teatro Waldemar Henrique, durante apresentação do Artesanato Furioso. SATORI é uma peça do Valério Fiel, escrita para 6 intérpretes e com duração aproximada de 2 horas. Leia a partitura aqui.

Nesta apresentação tocaram os músicos Alan Fonseca (sopros), Allan Carvalho (cordas), Cláudio Costa (percussões), Fábio Cavalcante (sons gravados), Renato Torres (voz) e Valério Fiel (sintetizador).

O porão estava escuro e havia uma luminária e um microfone para cada intérprete, com exceção do Valério que, ao invés de um microfone, tinha um sintetizador ligado no direct box. Para seguir a própria partitura, cada um usava um cronômetro – isso garantia também uma melhor independência de cada execução em relação às demais. E isso era importante: cada intérprete devia se manter indiferente aos outros, sem por exemplo, “encaixar” nos pulsos alheios. Ao mesmo tempo, certos sincronismos já estabelecidos pela partitura se tornavam inevitáveis com o uso do cronômetro – silêncios recorrentes em espaço de meia hora por exemplo, e os ataques simultâneos da voz (Renato Torres) e do sopro (Alan Fonseca), na primeira hora da peça (o primeiro módulo dos dois era: “1 hora tocando a mesma figura a cada 1 minuto”).

Na primeira metade da apresentação ficamos só os músicos no porão (e o pessoal da técnica, claro), sendo que o resultado sonoro era enviado lá pra cima do teatro, onde o público apenas ouvia nas caixas de som o que tocávamos.

O próprio Valério me falou sobre essa idéia – “Pensei em pôr caixas porrada no teatro em cima e tocar embaixo. Depois de 1 hora de música aparentemente fixa em suporte, alguém conduziria as pessoas para o porão (…). O coração do satori pulsando no subsolo se torna aparente. Lá embaixo, apenas (…) luminárias, uma formação compacta de microfones e (…) caixas meio distantes. As pessoas sobreviventes da primeira parte se acomodariam no chão sentadas em almofadas. Lá em cima as caixas continuam a toda.”

A filmagem não foi completa, a bateria da câmera acabou com pouco mais de uma hora de gravação. Pelo menos conseguimos fazer um registro em vídeo do Artesanato Furioso. Das 4 edições anteriores só tenho fotos – nem áudio! Para os que assitirem, notem na parte 6 a entrada do público já uma hora depois. Segundo informações da coordenação do teatro, 70 pessoas foram ao Artesanato Furioso àquela noite, mas, à uma da manhã, quando o porão foi aberto, acho que umas 20, 25 pessoas ainda “sobreviviam”.

A filmagem ficou nas mãos de Tânia Neiva, que também nos ajudou na maquiagem. O cenário ficou com o Aldo Paz e a iluminação por conta de Eddie Pereira.

A partir dos links abaixo, você pode baixar os vídeos com uma qualidade melhor do que no youtube.

1. SATORI – Parte 1 – 12:04 – DivX (231 MB)
2. SATORI – Parte 2 – 10:51 – DivX (152 MB)
3. SATORI – Parte 3 – 11:00 – DivX (145 MB)
4. SATORI – Parte 4 – 10:00 – DivX (175 MB)
5. SATORI – Parte 5 – 07:59 – DivX (172 MB)
6. SATORI – Parte 6 – 04:43 – DivX (36 MB)
7. SATORI – Parte 7 – 03:49 – DivX (89 MB)

Criado em 2000 por mim e pelo Valério Fiel pra mostrar o nosso trabalho com eletroacústica, improvisação e indeterminação, o Artesanato Furioso chegou na sua quinta edição. Às 24:00h na Pauta Maldita do Teatro Waldemar Henrique (de novo eu lá, já que a abertura da pauta, duas semanas antes, foi com o Doristi), fizemos duas noites de apresentações. No dia 28 de fevereiro, apresentamos o Satori (leia a partitura), peça do Valério pra seis intérpretes com duas horas de duração. Tocamos no porão do Teatro. O resultado sonoro do que rolava lá em baixo era enviado pras caixas de som lá em cima, onde ficava o público. Esta foi a primeira parte, e durou até uma da manhã. Os “sobreviventes” dessa primeira parte – uns 25 dos 70 que começaram – foram convidados a descer ao porão. O espaço estava à meia-luz, com uma luminária ao lado de cada executante.

No segundo dia, um concerto com 6 peças:
CC (Fábio Cavalcante) – peça eletroacústica com sons de defecação e improvisação com velcro, balões e panos. Os improvisos ficaram a cargo do Valério (Velcro), Renato Torres (Balões) e Allan Carvalho (Panos);
MISSA (Valério Fiel da Costa) – peça para voz falada, sons gravados, metais percutidos e sintetizador;
POLUIÇÃO SONORA (Fábio Cavalcante) – para sons gravados e improvisação com balões (por Allan), copos e isopor (por Valério);
LIMIAR (Valério Fiel da Costa) – para regente, tambor de onça e 8 rói-róis;
OFERENDA À OLORUM (Alan Fonseca) – sons gravados; e
A CELA (Valério Fiel da Costa) – partida de xadrez amplificada e sons gravados.

Alguns materiais referentes a esta 5ª edição do artesanato: programa e matéria de jornal. Veja algumas fotos na página de fotos do meu sítio.

A cenografia ficou com o Aldo Paz e a iluminação por conta do Eddie Pereira.

Agradeço as participações especialíssimas de Alan Fonseca, Allan Carvalho, Cláudio Costa, Renato Torres, Sttefane Trindade, Tânia Melo; e dos enxadristas Carlos Alfredo e Ubiratan dos Santos Lopes.