Categoria: Vídeos

  • Do meio do Século XX para o XXI

    Gravado entre agosto de 2010 e junho de 2011, em Ourém e Santarém/PA, este álbum é resultado de um Edital Prêmio SECULT de Música, e todas as músicas dele são de autoria de José Ribamar Cardoso (Mestre Cardoso), amo do Boi Ouro Fino de Ourém. Cardoso também participações especiais nas faixas 1, 4 (voz), na faixas 10 (percussão), e na faixa 11 (percussão e voz).

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    Projeto Gráfico e fotos são de Luciana Leal, e as fotos usadas são reproduções de peças arqueológicas, em cerâmica, da coleção do Laboratório de Arqueologia Curt Nimuendajú, de Santarém. Nesta outra postagem estão outras propostas (7!) que a Luciana pra capa do disco.

    No livreto abaixo estão todas as letras do álbum.

    Do Meio do Século XX para o XXI - Letras (2011, Santarém, Pará).  Caderno com todas as letras do disco “Do meio do século XX para o XXI”.

    A seguir estão os vídeos da apresentação feita no lançamento do álbum, em 1° de outubro de 2011, no Centro Cultural SESC Boulevard, em Belém. Contei com as participações especialíssimas do Allan Carvalho (voz e violão em “Soldado americano” e “O mundo é moderno”), do Felix Faccon (banjo e voz em “Mandei fazer um balão”), e do Mestre Cardoso. A filmagem foi feita pelo André Mardock e pelo Elrick Lima, a captação do áudio pelo Fabrício Rocha. A edição é minha.

    Se quiser somente o áudio dessa apresentação, ouça-o no player abaixo. Para baixá-lo, clique aqui.

    Morando em Santarém, a quase 800 km de Belém, consegui fazer essa apresentação em parte graças ao apoio que tive do selo Ná music (do produtor Ná Figueredo), do Sesc Boulevard, e dos amigos Arlindo Matos (de Ourém, presidente da Fundação Funcartemm), Marco Campelo, André Mardock, e da minha esposa Luciana Leal.

    As imagens no álbum a seguir (também do André Mardock e Elrick Lima) são desta noite.

    Lançamento do disco Do Meio do Século XX para o XXI

    E aqui está uma matéria no Diário do Pará, do dia 20/11/2011, sobre o lançamento do CD “Do meio do século XX para o XXI” (e do CD “Músicas de Domínio Público do Folclore Santareno” também, que foi lançado quase na mesma época)

  • É o Filho do Boto!

    Está no ar a mais nova produção da Só H: “É o Filho do Boto!”. Dessa vez com um novo “parceiro-cavalcante”: o Mauri. Ele entrou com sua voz na narração, e ajudou a Luciana a produzir e manipular os cenários e personagens. Confira aqui a nossa versão pra lenda do Boto:

    Dedicamos nosso filmeco ao Frederico.

    Quatro cenas da filmagem da animação É o Filho do Boto!
    Cenas da filmagem

    E este é o texto narrado (meu e da Luciana):

    “Era uma vez no rio Pereré
    Um bicho travesso de pele lisinha
    Que tinha nascido num igarapé
    Mas ficava de pé atrás de mocinha

    Em noite de festa não ficava à toa
    Atento, esse bicho espiava escondido
    Depois entrava na festa, na boa
    E já se juntava à de melhor vestido

    Atento, o povo vigiava a mocinha
    Mas o bicho, esperto, era liso e fugia
    Levava a moça com ele, sozinha
    E a moça, de virgem, virava vadia

    Depois de namorada, ela adormecia
    E no meio do mato, o bicho sumia
    A moça acordava sozinha e assustada
    Voltava pra casa e os pais já diziam:
    ‘Pelo que fizeste, não serás perdoada.’

    Dentro do bucho crescia um garoto
    Que todos diziam: ‘é o filho do Boto!’ “

  • Comissão das Colônias do Glorioso São Benedito de Bragança

    Os registros desta postagem foram feitos com a “Comissão das Colônias do Glorioso São Benedito de Bragança”, na cidade de Ourém, em 2004 e 2006. As comissões (elas são três: a das colônias, a das praias, e a dos campos) percorrem diversas cidades do nordeste paraense, esmolando de maio a dezembro, todos os anos. Nas casas onde são chamadas, recebem hospedagem e alimentação (geralmente por um dia), um lugar para montar o altar do Santo Preto, além de oferendas diversas (de dinheiro a animais) que são enviadas para a igreja de Bragança.

    As caminhadas e estadias das Comissões são cheias de cantorias, acompanhadas por tambores, reco-reco, onça e pandeiros. Canta-se todos os dias, do levantar até pra lá das 9 da noite. O repertório é esse:

    1. Alvorada, às cinco da manhã,
    2. Agradecimento de mesa, após o almoço,
    3. Ave maria, às 6 da tarde,
    4. Bendito, depois do jantar e
    5. Ladainha, à noite. Além das folias de chegada e de despedida, ao entrar e sair de uma casa.

    As gravações a seguir aconteceram em diferentes residências de Ourém, entre os dias 29 de julho e 2 de agosto de 2004. Neste ano, a comissão era formada por: Floriano Gonçalves (encarregado), Oswaldo (2° encarregado), Nazareno, Evaldo, Cearencinho, Giovani (rezadores), Celso, Waldecir (tamboleiros) e Mariano (tamboleiro e contralto). A faixa 5 é uma gravação completa da Ladainha, que as comissões rezam sem falta todas as noites, reunindo o povo, misturando português e latim, improvisando versos, e contraponteando com até 3 vozes (chamadas de contralto, “voz do rezador” (a do meio), e baixo).

    Se quiser baixar todas as músicas acima em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).

    Ao trocar de hospedagem, as comissões abrem passagem nas ruas com dois porta-bandeiras movimentando estandartes. Logo atrás vem o santo (geralmente nos braços de alguém da casa de onde acabaram de sair), protegido por um guarda-chuva levado por um membro da comissão. O batuque vem por último, e apesar de não serem numerosos, ele é muito forte. Os instrumentos são bem construídos, pintados com as cores da Marujada (vermelho, azul e branco), e audíveis de muito longe.

    O vídeo a seguir foi feito em 2006, e mostra uma folia de chegada e uma folia de despedida, também em Ourém.

    Em 2006, os membros da comissão eram: Zezinho (encarregado), Floriano Gonçalves, Joaquim Silva, Manoel Corrêa de Lima, Raimundo, Luís Maria e Rafael. As gravações a seguir foram feitas com este grupo, entre 14 e 16 agosto.

    Para baixar as músicas acima, clique aqui (arquivo zip).

    Membros da Comissão da Marujada de Bragança, em pose para foto
    Em pé: Floriano Gonçalves, Luís Maria, Zezinho (encarregado), Joaquim Silva e Manoel Corrêa de Lima. Abaixados: Rafael, ? e Raimundo.

    Outras imagens da passagem da comissão de São Benedito por Ourém, em 2006, podem ser vistas no álbum a seguir (clique na imagem).

    São Benedito de Bragança em Ourém

    Esmolando desde o mês de maio, as comissões dos campos e das colônias retornam à sede de Bragança em novembro, e no dia 8 de dezembro chega, tradicionalmente, a das praias. Em Bragança elas vão às casas dos devotos do município, até chegar o dia em que as imagens devem ser levadas e entregues à igreja.

    As festividades da Marujada começam dia 18, às 5 da manhã, com a alvorada. Depois vêm ensaios, festejos, arrastões, cavalhada… uma festa maravilhosa, ao ritmo de retumbão, xote, chorados, valsas. E para ouvir algumas músicas que são tocadas no barracão da Marujada, visite esta outra postagem.

  • Este é um vídeo produzido pela Só H, onde toco um arranjo pra Luiza, de Tom Jobim. O arranjo foi feito inteiramente no Reaktor, usado também na hora da execução. A filmagem aconteceu dia 25 de junho, no antigo Centro de Tecnologia Madeireira, em Santarém-PA.

  • Os audios e vídeos desta postagem foram gravados em 9 de setembro, dia da abertura das festividades do Sairé, na vila de Alter-do-chão (Santarém-PA). Os foliões do grupo Espanta-cão, comandados por Mestre Servito, tocaram pela manhã, na procissão, e à noite, no Barracão.

    Barracão do Sairé
    Barracão do Sairé

    A primeira faixa a seguir foi gravada pela manhã, durante a caminhada com os mastros do Juíz e da juíza, levados da Praia do Cajueiro até a Praça do Sairé, para serem levantados. As três faixas seguintes são da tocada no barracao, à noite. Gravados na rua e na praça, os áudios têm os ruídos desses ambientes. Se quiser baixar os musicas em um único arquivo, clique aqui.

    Confira abaixo o registro em vídeo de duas folias: “Glorioso São João” e “Sempre louvemos de noite e de dia”. Esta última, tocada na hora do “Beija Santo”, quando a Juíza do Sairé oferece a imagem do Divino para ser reverenciada e beijada pelos presentes.