Em dezembro passado gravei uma música chamada “Impromptu com as Bases do Urubu Malandro“, e que consistia num “semi-improviso”, usando um controlador midi, com as bases sonoras que eu tinha preparado pra gravação do singleUrubu Malandro, dois meses antes. Fiz desde então um segundo impromptu, “Impromptu com Sons de Arroto“, e agora esse terceiro, desta vez usando sons de instrumentos acústicos de carimbós gravados em Ourém e Santarém, na época em morava nessas cidades. Assista aqui:
Esses impromptus são tocados a partir de roteiros feitos em formato de planilha. É um formato de partitura que venho testando em outras tocadas com controladores midi, e que tem me deixado satisfeito. Coloco aqui exemplos deles.
Tendo feito esses três gravações, minha ideia agora é montar um futuro álbum de impromptus, com outras músicas que já imagino fazer, sempre com essa característica comum de ser um improviso com controlador. Bora ver se rola… ⌛
Se quiser, complete a audição da série assistindo os dois impromptus anteriores.
1. Impromptu com as bases do Urubu Malandro (Aracaju, dezembro de 2020)
2. Impromptu com sons de arroto (Aracaju, dezembro de 2020)
“Adeus, morena” é um carimbó de Mestre Lucindo, que venho tocando há mais de 20 anos, principalmente na flauta. Fiz agora uma nova gravação e um clipe com ele, usando a flauta doce contralto e um controlador midi. Assista aqui:
O arranjo dessa gravação é, na verdade, todo baseado em um rondó de “Adeus, morena” que preparei quando morava em Ourém – PA, pra tocar na flauta junto com amigos num conjunto de pau e corda. A gravação abaixo é de uma dessas tocadas. Nela estamos eu, na flauta doce, Aristides Borges, no banjo, Alcimar Brasil, violão, Natalino Caratinga, percussão, e André Mixico, também na percussão. A gravação é caseiríssima, e feita no quintal de casa, em 2004.
Então, pra essa gravação e filmagem de agora, o que fiz foi adicionar uma segunda voz no baixo pra minha antiga melodia. Eis aqui o arranjo.
E um detalhe pra encerrar: em 2009 usei a melodia da terceira parte desse arranjo (essa que, na partitura aí de cima, começa na terceira página) na trilha sonora de “O Rapto do Peixe-boi“, como música de abertura. A música foi gravada com um conjunto de flauta doce, e tá aqui pra ser ouvida.
Este álbum reúne 16 músicas de trilhas que criei para teatro e vídeo. Pra ser bem exato, criei 21 trilhas sonoras, das quais 10 estão contempladas aqui. A mais antiga é “Ad Infinitum”, montada em 2000 pela Companhia Atores Contemporâneos, de Belém, e dirigida por Miguel Santa Brígida. A mais recente é “Espetáculo de você”, texto de Raquel Catunda Pereira, apresentado em 2015 pelo grupo de teatro Iurupari (da Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa), e dirigido por Leandro Cazula. Todas as faixas são instrumentais, e fiz questão de fazer uma seleção com estilos diversos. Elas também foram remasterizadas especialmente para este lançamento. A arte da capa é da Luciana Leal, sobre desenho de Frederico Cavalcante.
“Vem cá, macaco” e “A lenda da Pororoca” são músicas do filme de animação “A Onda – Festa na Pororoca”, dirigido por Cássio Tavernard em 2005. Em 2009 foi lançada uma sequência: “O Rapto do Peixe-boi”, da qual a música homônima (faixa 9) é o tema de abertura. Essa sequência foi dirigida por Cássio Tavernard e Rodrigo Aben-Athar.
Gravei “Vem cá, macaco” outras duas vezes. A primeira em 2003, com sobras do meu primeiro disco, FGC Vol. 1; e a segunda em 2009, para o EP “FGC Vol. 5“. São gravações exageradamente eletrônicas, ao contrário da versão pra trilha de “A Onda”, com flautas doces sobressaindo. Ouça elas aqui:
Voltando aos filmes, eles podem ser vistos na íntegra logo abaixo. Além disso, as trilhas completas dos dois estão disponíveis nesta página do meu site FGC Produções.
“Madalenas” e “Choque”, as faixas 3 e 4, são da peça teatral “Paixão Barata e Madalenas”, apresentada pela Escola de Teatro e Dança da UFPA – ETDUFPA, em 2001. A trilha ganhou, no mesmo 2001, o prêmio de melhor sonoplastia no I Festival Paraense de Teatro, e a peça, dirigida por Wald Lima e Karine Jansen, “trouxe grandes polêmicas na cidade” de Belém.
“Catalendas” e “Catalendas II” (faixas 6 e 5) são os temas de abertura de duas temporadas do programa televisivo infantil “Catalendas”, criado pelo grupo In Bust – Teatro com Bonecos, e exibido pela TV Cultura do Pará. A primeira veio ao ar em 2002; a segunda, em 2012. O programa têm hoje um canal no YouTube com muitos episódios disponíveis. É o lugar perfeito para conhecê-lo e revê-lo. Visite-o aqui. O vídeo abaixo é a abertura do programa, na versão de 2012 (com a música Catalendas II).
“Technoão / Techno Tchu” foi feita para a versão em DVD – lançado em 2017 – do documentário Brega S.A. (de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho). A versão original do filme, de 2009, não contém as músicas que compus pro DVD; mas como encontrei na internet apenas a versão original, é ela que compartilho aqui.
“Entrada dos Palhaços” e “O Mágico” (faixas 8 e 10) foram compostas e gravadas para “Chico Tripa – Diário de um Palhaço”. Este é um projeto de Cássio Tavernard, apresentado sob a forma de vídeo-performance, em 2009, no antigo Instituto de Artes do Pará. A parte em vídeo da vídeo-performance está na íntegra no YouTube – e logo abaixo. A trilha sonora completa pode ser ouvida aqui.
“Espetáculo de você” e “Mas ainda podem” (faixas 11 e 13) são, como falei antes, da peça “Espetáculo de você”, de Raquel Catunda Pereira, apresentado pelo grupo de teatro Iurupari (da Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa), e dirigido por Leandro Cazula, em 2015. A trilha sonora completa e mais informações deste espetáculo estão aqui.
“Dança do Enteu” (faixa 15) foi feita em 2000, para a peça “Ad Infinitum”, da Companhia Atores Contemporâneos, com direção de Miguel Santa Brígida; e “Lua” (faixa 12) é da peça “Ora noite, ora dia”, montada em 2002 pelo grupo In Bust – Teatro com Bonecos.
Por fim, “No Reino de Hades” e “Mariazinha, The End” (faixas 14 e 16) são do filme “Quem vai levar Mariazinha para passear?”, dirigido por André Mardock em 2012. O filme está disponível no YouTube, no canal do próprio diretor. Assista aqui:
A filmagem é de Ádrio Denner, e o áudio foi captado diretamente do microfone da câmera filmado.
Allemande é o primeiro movimento do Solo para Flauta Transversal de J. S. Bach, e fiz este arranjo eletrônico (cheios de contrastes, com variações no andamento, nos timbres e no próprio clima da peça) pensando em ser executado durante desfile com peças de vestuário feitas a partir do material da exposição da Luciana.
Abaixo está a minha gravação em estúdio de Allemande, usando um controlador Maschine MK1. A capa também foi desenhada pela Luciana Leal.