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Postagens sobre o grupo de música experimental Artesanato Furioso, criado em Belém do Pará por  Valério Fiel da Costa e Fábio Cavalcante.

  • Fuga II

    Esta é a Fuga nº 2 em dó menor, do primeiro livro do Cravo Bem Temperado, composto por Johann Sebastian Bach em 1722. As três vozes da peça, escrita para cravo, são cantadas aqui com sons de arrotos meus.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    A produção desta Fuga II (gravação, onde contei com a ajuda de uma latinha de coca-cola; edição de som e mixagem no Reaper) está registrada neste pequeno vídeo logo abaixo.

    Em 2000, gravei uma primeira versão dessa ideia (a Fuga II “arrotada”), especialmente para uma apresentação do duo Artesanato Furioso. É a versão a seguir.

    A arte da capa foi feita pela Luciana Leal.

    Partitura manuscrita da Fuga II do livro no 1 do Cravo bem-temperado, de J. S. Bach
    Fuga 2 em cópia manuscrita do compositor, feita no ano da composição (1722). O fac-símile completo do livro está disponível no International Music Score Library Project.
  • Apresentação do grupo de arte sonora Artesanato Furioso, no ICA (Instituto de Ciências da Arte), dias 22 e 23 de setembro. O duo contou com as participações muito especiais dos músicos Alan Fonseca, Allan CarvalhoArthur Alves, Cláudio Costa e Renato Torres. Tivemos o apoio do Instituto de Ciências da Arte (ICA) e do Teatro Experimental Waldemar Henrique.

    Arte do cartaz por Luciana Leal

    Ouça as gravações dos dois dias no tocador abaixo.

    Se quiser, baixe as músicas aqui (arquivo zip).

    No Youtube estão postados os vídeos das 4 peças tocadas na segunda noite, do dia 23. A filmagem foi feita pelo Fábio Amaral. Veja abaixo.

    Esta é a ficha técnica:

    Sábado, 22 de setembro, meia-noite.

    1. Cu cagão (Fábio Cavalcante) – partitura
      Allan Carvalho: Coro, Pano
      Fábio Cavalcante: Coro, Sons gravados
      Renato Torres: Voz, Balão
      Valério Fiel da Costa: Coro, Velcro
    2. Silêncio, peixes e assombrações subaquáticas (Valério Fiel da Costa) – partitura
      Arthur Alves: Cello com delay
      Valério FielPiano preparado
    3. Missa (Valério Fiel da Costa) – partitura
      Alan, Allan, Cláudio, Judson, Renato: Panelas
      Valério Fiel da Costa: Voz, Teclado
    4. Música de microfonia (Valério Fiel da Costa / Fábio Cavalcante) – partitura
      Fábio Cavalcante: Microfone, Toca-disco, Máquina de chuva, Balão
      Valério Fiel da Costa: Microfone, Rádio, Sons gravados, Roque-roque, Balão, Molho de conchas

    Domingo, 23 de setembro, 20h.

    1. Poluição sonora (Fábio Cavalcante)
      Allan Carvalho: Balão
      Cláudio Costa: Copos, Isopor
      Fábio Cavalcante: Sons gravados
      Valério Fiel da Costa: Copos, Isopor
    2. Kensho (Valério Fiel da Costa) – partitura
      Allan Carvalho: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz
      Cláudio Costa: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz
      Valério Fiel da Costa: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz
    3. Cirurgião (Fábio Cavalcante)
      Alan Fonseca: Tarraxa de violão
      Cláudio Costa: Tarraxa de violão
      Fábio Cavalcante: Violão, Pente e Faca
      Valério Fiel da Costa: Sons gravados
    4. Trash plastic (Valério Fiel da Costa / Lilian Campesato)
      Fábio Cavalcante: Plástico, Microfone, Lata de cerveja, Fita gomada
      Valério Fiel da Costa: Plástico, Copo, Papel

    Este show teve o apoio do Instituto de Ciências da Arte (ICA) e do Teatro Experimental Waldemar Henrique. E mais informações sobre o Artesanato Furioso você encontra aqui e aqui.

  • Fiz Cu cagão para ser tocado na quinta edição do Artesanato Furioso. Vinha gravando desde janeiro de 2007 os sons de algumas cagadas, e com a confirmação junto ao Valério de que nesse ano iríamos fazer mesmo a quinta edição, direcionei a criação dela para esse evento, que aconteceu no Teatro Experimental Waldemar Henrique, em Belém/PA, no dia 1° de março de 2007. O programa abaixo foi o entregue ao público, e, infelizmente, nenhum registro foi feito dessa tocada. Na época chamei esta música de “C.C.”, meio que querendo esconder o palavrão do público.

    Uma observação: esta não é a primeira música “escatológica” nas costas do Artesanato. Na primeira edição, em 2000, fiz uma com sons de arroto – as amostras “cantavam” a Fuga 1 de Bach. É essa abaixo.

    Cu Cagão foi escrita para “sons gravados”, vozes, balão, pano e velcro; e no dia da apresentação tocaram os músicos Allan Carvalho (no pano), Fábio Cavalcante (sons gravados), Renato Torres (balão e voz) e Valério Fiel da Costa (Velcro). Todos ajudavam no coro. Já a gravação em estúdio não tem velcro, pois me pareceu desnecessário. Eis a letra:

    “Caguei ‘inda há pouco / O supermercado
    Caguei ‘inda há pouco / O boi descongelado
    Caguei ‘inda há pouco / No Waldemar Henrique
    Caguei ‘inda há pouco / Muito
    Caguei ‘inda há pouco / O saber da cozinheira
    Caguei ‘inda há pouco / A saideira”

    Em 22 de setembro do mesmo ano de 2007, o Artesanato Furioso fez uma apresentação no Instituto de Ciências da Arte (ICA), também em Belém. Cu cagão foi tocado e, desta vez, gravado. Participaram dessa tocada Renato Torres (voz e balão), Allan Carvalho (pano), Fábio Cavalcante (sons gravados),  e Valério Fiel da Costa (velcro). É o registro disponível a seguir.

    O cartaz e o programa desta apresentação em setembro são da Luciana Leal, sobre foto de Júlio Santos.

    Se quiser ouvir outras músicas do Artesanato Furioso, visite a página do duo no Sítio FGC `Produções.

  • Criado em 2000 por mim e Valério Fiel da Costa para apresentar nosso trabalho com eletroacústica, improvisação e indeterminação, o Artesanato Furioso chegou na sua quinta edição. Às 24:00h na Pauta Maldita do Teatro Waldemar Henrique (de novo eu lá, já que a abertura da “Pauta”, duas semanas antes, foi com o Doristi), nos apresentamos por duas noites. No dia 28 de fevereiro, com a peça Satori, do Valério, pra seis intérpretes, e com duas horas de duração. Assista aí a filmagem de Satori, e leia a partitura aqui.

    Nesta apresentação tocaram os músicos Alan Fonseca (sopros), Allan Carvalho (cordas), Cláudio Costa (percussões), Fábio Cavalcante (sons gravados), Renato Torres (voz) e Valério Fiel (sintetizador).

    O porão estava escuro e havia uma luminária e um microfone para cada intérprete, com exceção do Valério que, ao invés de um microfone, tinha um sintetizador ao lado. Para seguir a própria partitura, cada um usava um cronômetro – isso garantia também a independência do tempo de cada execução em relação às demais. E isso era importante: cada intérprete devia se manter indiferente aos outros, sem, por exemplo, tentar se “encaixar” em pulsos alheios. Ao mesmo tempo, certos sincronismos já estabelecidos pela partitura se tornavam inevitáveis com o uso do cronômetro – silêncios recorrentes a cada meia hora por exemplo, e os ataques simultâneos da voz (Renato Torres) e do sopro (Alan Fonseca), na primeira hora da peça (o primeiro módulo dos dois era: “1 hora tocando a mesma figura a cada 1 minuto”).

    Na primeira metade da apresentação ficamos só os músicos e técnicos no porão, e o áudio do que tocávamos era enviado lá pra cima do teatro, onde o público nos ouvia nas caixas de som.

    O próprio Valério me falou sobre essa idéia – “Pensei em pôr caixas porrada lá em cima no teatro, e tocar embaixo. Depois de 1 hora de música aparentemente fixa em suporte, alguém conduziria as pessoas para o porão (…). O coração do satori pulsando no subsolo se torna aparente. Lá embaixo, apenas (…) luminárias, uma formação compacta de microfones e (…) caixas meio distantes. As pessoas sobreviventes da primeira parte se acomodariam no chão sentadas em almofadas. Lá em cima as caixas continuam à toda.”

    A filmagem, feita por Tânia Neiva (que também nos ajudou na maquiagem), não está completa – a bateria da câmera acabou com pouco mais de uma hora de gravação. Mas pelo menos conseguimos fazer o primeiro registro em vídeo do Artesanato Furioso. Das 4 edições anteriores só tenho fotos – e nenhum áudio! Para os que assistirem, notem na parte 6 a entrada do público, já uma hora depois. Segundo informações da coordenação do teatro, 70 pessoas foram ao evento àquela noite, mas, à uma da manhã, quando o porão foi aberto, aproximadamente 20 “sobreviviam”.

    No segundo dia, fizemos um concerto com 6 peças:

    1. CC (Fábio Cavalcante) – peça eletroacústica com sons de defecação e improvisação com velcro, balões e panos. `Posteriormente intitulei essa música de Cu Cagão. Os improvisos ficaram a cargo do Valério (Velcro), Renato Torres (Balões) e Allan Carvalho (Panos);
    2. Missa (Valério Fiel da Costa) – peça para voz falada, sons gravados, metais percutidos e sintetizador;
    3. Poluição Sonora (Fábio Cavalcante) – para sons gravados e improvisação com balões (por Allan), copos e isopor (por Valério);
    4. Limiar (Valério Fiel da Costa) – para regente, tambor de onça e 8 rói-róis;
    5. Oferenda à Olorum (Alan Fonseca) – sons gravados; e
    6. A Cela (Valério Fiel da Costa) – partida de xadrez amplificada e sons gravados.

    A cenografia ficou por conta de Aldo Paz, e a iluminação, de Eddie Pereira. E as participações especiais foram de Alan Fonseca, Allan Carvalho, Cláudio Costa, Renato Torres, Sttefane Trindade, Tânia Melo; e dos enxadristas Carlos Alfredo e Ubiratan dos Santos Lopes.

    Eis três fotos da primeira noite.