Tag: Single

  • Badinerie

    Gravei neste dezembro a Badinerie, o movimento final da Suíte Orquestral nº 2, de Bach. Nessa minha versão deixei só a melodia principal da peça original. Ela é acompanhada por uma linha de baixo e base rítmica com instrumentos virtuais.

    Usualmente tocada em andamento rápido, a melodia é apresentada aqui bem mais lenta que o usual.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    O vídeo no YouTube traz junto a partitura da melodia do baixo. Assista aqui:

    E a arte da capa (pai d’égua, como sempre!) é da Luciana Leal.

    Capa do single Badinerie, de Fábio Cavalcante

    Esse é o terceiro single que gravo com música de Bach. Os outros dois, se quiser ouvir (ou reouvir) também, foram a Fuga II do 1º livro do Cravo Bem Temperado (aqui, de abril de 2019), e Allemande do solo para flauta transversal (aqui, de 2015). Se tudo der certo, outros virão!

  • Urubu malandro

    Eis uma gravação minha de Urubu Malandro, feita em setembro de 2020 (lançada em outubro), e com arte da capa de Luciana Leal.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    Urubu Malandro é um antigo tema folclórico da região norte do estado do Rio de Janeiro (e há debates sobre sua real autoria), e um clássico do repertório do chorinho. Sua influência na história da música popular brasileira pode ser medida na quantidade de citações e coisas às quais deu nome: grupos musicais (aqui, aqui, aqui, aqui), eventos e publicações como os cadernos Urubu Malandro do Clube do Choro de São Paulo.

    O songbook desse lançamento, com grade completa e partes cavas para órgão eletrônico, violão, piano, e sintetizadores de baixo, está disponível aqui no site da Amazon.

    Capa do Songbook Urubu Malandro, de Fábio Cavalcante
    Urubu Malandro – Songbook (2020, Aracaju, Sergipe). Para  órgão eletrônico, violão, piano, e sintetizador de baixo. Com grade completa e partes cavas.

    E essa é uma transcrição que fiz do tema, e que serviu de base pra gravação.

    Pra finalizar, deixo aqui as duas gravações mais antigas do Urubu Malandro. A primeira é a de Lourival Inácio de Carvalho, o Louro, gravada em 1913, e que saiu com o título de “Samba do Urubu”, além de com autoria do próprio Louro. A segunda é a de Bahiano, com o Grupo da Casa Edson, gravada no ano seguinte, 1914.

    Samba do urubu – Grupo do Louro (1913)
    Urubu Malandro – Bahiano / Grupo da Casa Edison (1914)
    Capa do Single Urubu Malandro, de Fábio Cavalcante
    Arte da capa de Luciana Leal
  • Para Deus, nada é impossível

    Esse é meu mais novo single, “Para Deus, nada é impossível”, gravado neste agosto de 2020, num processo onde a composição foi sendo feita simultaneamente com a própria gravação no estúdio, o que lhe deu alterações abruptas de clima, como colagens. A letra, quase falada, também foi pensada desde o inicio para ser editada. A ideia foi dividir as frases em sílabas, e amontoá-las umas sobre as outras. As frases então se revelam gradualmente, à medida que as sílabas soam mais distantes umas das outras. Eis a letra:

    “Para Deus, nada é impossível
    Para Deus, nada não é possível
    Para Deus, nem tudo é possível
    Para Deus, tudo é impossível”

    E eis a música:

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    A partitura que preparei para o songbook tem algumas particularidades que gostaria de comentar aqui. O posicionamento das notas da parte vocal se deu com o arrastar das gravações das sílabas, e sem preocupação com os tempos da métrica. Assim, o leitor vai encontrar nesta parte da voz uma escrita desse tipo:

    Símbolo de notação musical moderna na música "Para Deus, nada é impossível".

    O garrancho que surge com o amontoado das letras corresponde ao amontoado sonoro também incompreensível da gravação, e o colchete sobre os grupos de notas delimitam o local dentro dos compassos onde as notas foram arrumadas.

    Quanto ao piano, ele foi gravada em um sequenciador, e alguns trechos são inviáveis para mãos humanas. Assim, se alguém quiser tocá-los, não vai conseguir. Esse é um trecho:

    Trecho de partitura para piano impossível de tocar

    O Songbook, com a grade completa e partes cavas para voz, sax barítono, piano, sintetizadores, e contrabaixo, está disponível no site da Amazon.

    Capa do songbook "Para deus, nada é impossível"
    Para Deus, nada é impossível – Songbook (2020, Aracaju, Sergipe). Para para voz, sax barítono, piano, sintetizadores, e contrabaixo. Com grade completa e partes cavas.

    O lyric video no YouTube traz as cifras (onde há harmonia funcional) e letra a correr junto com a música. Se tiver interesse nisso, assista-o aqui:

    A arte da capa é de Luciana Leal.

    Capa do single "Para Deus, nada é impossível", de Fábio Cavalcante, por Luciana Leal.
  • Flor amorosa

    A polca “Flor amorosa” foi composta por Joaquim Callado no seu último ano de vida, 1880, quando faleceu prematuramente, aos 31. O compositor e flautista já era reconhecido como a figura mais importante da cena do Choro que surgia na época. Flor amorosa foi mesmo sua última música, tendo sido publicada em partitura logo após a sua morte, com versos de Catulo da Paixão Cearense. A música se tornou um clássico do choro, e, provavelmente, a sua mais famosa composição. Neste mês de maio, gravei a música de Callado (instrumental, sem a letra de Catulo) numa versão bastante eletrônica. Ouça:

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    A gravação foi feita a partir deste arranjo a duas vozes abaixo. A voz superior é, obviamente, a melodia original; o baixo é criação minha.

    A arte da capa é do designer Geraldo Gonçalves.

    Arte da capa do single Flor Amorosa, de Fábio Cavalcante, criada por por Geraldo Gonçalves.

    A primeira gravação de Flor amorosa é de 1902, feita na Casa Edison pelos Irmãos Eymard, na alvorada do registro sonoro no Brasil, visto que a primeira gravação no país havia sido feita no mesmo ano. Ouça aí essa delícia.

  • Fuga II

    Esta é a Fuga nº 2 em dó menor, do primeiro livro do Cravo Bem Temperado, composto por Johann Sebastian Bach em 1722. As três vozes da peça, escrita para cravo, são cantadas aqui com sons de arrotos meus.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    A produção desta Fuga II (gravação, onde contei com a ajuda de uma latinha de coca-cola; edição de som e mixagem no Reaper) está registrada neste pequeno vídeo logo abaixo.

    Em 2000, gravei uma primeira versão dessa ideia (a Fuga II “arrotada”), especialmente para uma apresentação do duo Artesanato Furioso. É a versão a seguir.

    A arte da capa foi feita pela Luciana Leal.

    Partitura manuscrita da Fuga II do livro no 1 do Cravo bem-temperado, de J. S. Bach
    Fuga 2 em cópia manuscrita do compositor, feita no ano da composição (1722). O fac-símile completo do livro está disponível no International Music Score Library Project.