O Grupo Tanguru-Pará surgiu em 86, no bairro do Canudos (na Cipriano Santos, próximo à Segunda de Queluz), com o nome de “Nosso Carimbó”, pela iniciativa de “Seu Ailton”. Formado por dançarinos, com o tempo Seu Ailton sentiu a necessidade de montar um corpo musical para acompanhá-los. Na primeira formação estavam, entre outros, os músicos Emílio e Edson Abreu (Edinho). No ano de 96, fomos convidados pra entrar no grupo eu (flauta), Allan Carvalho (banjo, violão e voz), Márcio Macedo (violão e voz) e Edgar Junior (percussão). Vários percussionistas passavam pelo Tanguru, entre eles Nazareno, Baby e Ginga. Nesse período o grupo era coordenado pela Ana Lúcia, filha do Seu Ailton, e o coreógrafo era o Laércio.
Com essa formação (que durou um pouco mais de um ano) foram feitas dezenas de apresentações. As gravações aqui apresentadas são do show “Cores e Bandeirinhas” – título de uma música do Allan -, no projeto Uma Quarta de Música, do Centur, em junho de 1997.
Eu, Allan e Márcio já tocávamos juntos no grupo Tanguru-Pará e nos carimbós do bar Kariri (da família do Márcio). Depois montamos o Trio Guapo em 98. Foi um grupo de uma única apresentação, realizada em 12 de junho de 1998, no Teatro Waldemar Henrique. Contamos com as participações do cantor Luís Girard (com o nome grafado errado no cartaz) e do violonista Ziza Padilha (que não aparece no cartaz). O Rui Baldez (que aparece lá!) não apareceu no teatro! Os arranjos são meus.
Porto dos apaixonados (Ronaldo Silva) Allan: Violão e voz Márcio: Violão e voz Fábio: Flauta
Ponta do lápis (Rodger Rogério – Clodô) Allan: Violão e voz Márcio: Violão e voz Fábio: Flauta
Encanto (Márcio Macedo) Márcio: Violão e voz Fábio: Flauta
Tá doida (Almirzinho Gabriel) Allan: Violão e voz Márcio: Violão e voz
Três de mim (Fábio Cavalcante) Fábio: Violão e voz Allan PC: Violão
Mamãe é rica porque pode / Feira (Fábio Cavalcante) Fábio: Violão e voz Ziza padilha: Violão solo
Lua de Luana (Allan Pinheiro de Carvalho) Allan: Voz e violão Márcio: Voz e violão
Estampas Eucalol(Hélio Contreiras) Allan: Voz e violão Fábio: Flauta
Genoveva (Allan Pinheiro de Carvalho) Luís Girard: Voz Allan: Violão Fábio: Flauta
Ilharga (Allan Pinheiro de Carvalho) Allan: Violão e voz Márcio: Violão e voz Fábio: Flauta
Mastro Bastião (Ronaldo Silva) Allan: Violão e voz Márcio: Violão e voz Fábio: Flauta
Cantareira (Ronaldo Silva) Allan: Violão e voz Márcio: Violão e voz Fábio: Flauta
A música “Três de mim” gravei em 2001 no meu primeiro disco, FGC Vol1. Ouça aqui essa gravação. O arranjo de “Mastro Bastião” foi usado na música A paca e a preguiça, do mesmo disco. Mastro Bastião também foi gravada ao vivo pelo Tanguru-pará (vou colocá-la no próximo post). O próprio Ronaldo Silva gravou ela no “Folias do Marajó”, do Arraial do Pavulagem. “Mamãe é rica porque pode” é o nome de uma outra música minha, também do Vol.1, mas que não é a mesma desta apresentação. (Que confusão, hein?!! rs) E a música Genoveva, do Allan, ganhou no ano anterior o prêmio de melhor arranjo no 1° Festival da Canção Universitária do Pará.
O grupo Quaderna, formado por Allan Carvalho (violão e voz) e Cincinato Jr (voz), fizeram uma apresentação nessa sexta – 10 de agosto, no estacionamento da TV Cultura do Pará, comemorando com os funcionários da Funtelpa a passagem do Dia dos Pais. Eles foram acompanhados pelos músicos Edgar Júnior (percussão), Fábio Cavalcante(flauta), Nazareno Silva (percussão), Rafael Barros (percussão), e Rubens Stanislaw (contrabaixo).
Algumas dessas músicas são parte do disco “Quaderna”, lançado em 2006, quando o grupo ainda tinha Camilo Delduque na sua formação, e é resultado de um projeto apresentado ao IAP.
Aqui estão imagens e sons de alguns grupos musicais do interior paraense que vieram à Belém tocar na Casa das 11 Janelas, durante a 1ª Conferência Estadual de Cultura, nos dias 6, 7 e 8 de julho. Um palco foi montado no cais, e as apresentações começavam 21 horas. Pena que foram noites bastante chuvosas, e o público não tinha onde se proteger. Veja fotos dos índios Wai-wai, da Família Castro, da Marujada de Quatipuru e do Boi Estrela D’alva.
Índios Wai-waiFamília CastroMarujada de QuatipuruBoi Estrela Dalva
Ouça aqui o som dos grupos:
Sobre as faixas acima:
Licença (Boi Estrela Dalva, de São Sebastião da Boa Vista)
Dona Bela(Família Castro, de Almerim)
Manjerona miudinha (Família Castro)
O meu anel caiu na praça (Família Castro)
Xô peru! (Marujada de Quatipuru)
Cajueiro (Os Quentes da Madrugada, de Santarém Novo)
Caçadores (Índios Wai-wai, de Oriximiná)
Para baixar todas as faixas em um único arquivo zip, clique aqui.
Criado em 2000 por mim e Valério Fiel da Costa para apresentar nosso trabalho com eletroacústica, improvisação e indeterminação, o Artesanato Furioso chegou na sua quinta edição. Às 24:00h na Pauta Maldita do Teatro Waldemar Henrique (de novo eu lá, já que a abertura da “Pauta”, duas semanas antes, foi com o Doristi), nos apresentamos por duas noites. No dia 28 de fevereiro, com a peça Satori, do Valério, pra seis intérpretes, e com duas horas de duração. Assista aí a filmagem de Satori, e leia a partitura aqui.
Nesta apresentação tocaram os músicos Alan Fonseca (sopros), Allan Carvalho (cordas), Cláudio Costa (percussões), Fábio Cavalcante (sons gravados), Renato Torres (voz) e Valério Fiel (sintetizador).
O porão estava escuro e havia uma luminária e um microfone para cada intérprete, com exceção do Valério que, ao invés de um microfone, tinha um sintetizador ao lado. Para seguir a própria partitura, cada um usava um cronômetro – isso garantia também a independência do tempo de cada execução em relação às demais. E isso era importante: cada intérprete devia se manter indiferente aos outros, sem, por exemplo, tentar se “encaixar” em pulsos alheios. Ao mesmo tempo, certos sincronismos já estabelecidos pela partitura se tornavam inevitáveis com o uso do cronômetro – silêncios recorrentes a cada meia hora por exemplo, e os ataques simultâneos da voz (Renato Torres) e do sopro (Alan Fonseca), na primeira hora da peça (o primeiro módulo dos dois era: “1 hora tocando a mesma figura a cada 1 minuto”).
Na primeira metade da apresentação ficamos só os músicos e técnicos no porão, e o áudio do que tocávamos era enviado lá pra cima do teatro, onde o público nos ouvia nas caixas de som.
O próprio Valério me falou sobre essa idéia – “Pensei em pôr caixas porrada lá em cima no teatro, e tocar embaixo. Depois de 1 hora de música aparentemente fixa em suporte, alguém conduziria as pessoas para o porão (…). O coração do satori pulsando no subsolo se torna aparente. Lá embaixo, apenas (…) luminárias, uma formação compacta de microfones e (…) caixas meio distantes. As pessoas sobreviventes da primeira parte se acomodariam no chão sentadas em almofadas. Lá em cima as caixas continuam à toda.”
A filmagem, feita por Tânia Neiva (que também nos ajudou na maquiagem), não está completa – a bateria da câmera acabou com pouco mais de uma hora de gravação. Mas pelo menos conseguimos fazer o primeiro registro em vídeo do Artesanato Furioso. Das 4 edições anteriores só tenho fotos – e nenhum áudio! Para os que assistirem, notem na parte 6 a entrada do público, já uma hora depois. Segundo informações da coordenação do teatro, 70 pessoas foram ao evento àquela noite, mas, à uma da manhã, quando o porão foi aberto, aproximadamente 20 “sobreviviam”.
No segundo dia, fizemos um concerto com 6 peças:
CC (Fábio Cavalcante) – peça eletroacústica com sons de defecação e improvisação com velcro, balões e panos. `Posteriormente intitulei essa música de Cu Cagão. Os improvisos ficaram a cargo do Valério (Velcro), Renato Torres (Balões) e Allan Carvalho (Panos);
Missa (Valério Fiel da Costa) – peça para voz falada, sons gravados, metais percutidos e sintetizador;
Poluição Sonora (Fábio Cavalcante) – para sons gravados e improvisação com balões (por Allan), copos e isopor (por Valério);
Limiar (Valério Fiel da Costa) – para regente, tambor de onça e 8 rói-róis;
Oferenda à Olorum (Alan Fonseca) – sons gravados; e
A Cela (Valério Fiel da Costa) – partida de xadrez amplificada e sons gravados.
A cenografia ficou por conta de Aldo Paz, e a iluminação, de Eddie Pereira. E as participações especiais foram de Alan Fonseca, Allan Carvalho, Cláudio Costa, Renato Torres, Sttefane Trindade, Tânia Melo; e dos enxadristas Carlos Alfredo e Ubiratan dos Santos Lopes.
Eis três fotos da primeira noite.
Equipe Artesanato Furioso, 5ª EdiçãoEquipe Artesanato Furioso, 5ª Edição.Valério Fiel da Costa