A capa é da Luciana Leal. O rosto é, originalmente, um detalhe de uma estampa dela.
Estampa de Luciana LealDetalhe de estampaArte da capa
Por sinal, em junho passado a Lu fez um pequeno e-book contando uma história diferente da Matinta – não como a velha agourenta, e sim como “uma pequena heroína muito esperta”. Vale à pena conhecer. Por isso eu pedi e ela me deixou colocá-lo aqui.
Em dezembro passado gravei uma música chamada “Impromptu com as Bases do Urubu Malandro“, e que consistia num “semi-improviso”, usando um controlador midi, com as bases sonoras que eu tinha preparado pra gravação do singleUrubu Malandro, dois meses antes. Fiz desde então um segundo impromptu, “Impromptu com Sons de Arroto“, e agora esse terceiro, desta vez usando sons de instrumentos acústicos de carimbós gravados em Ourém e Santarém, na época em morava nessas cidades. Assista aqui:
Esses impromptus são tocados a partir de roteiros feitos em formato de planilha. É um formato de partitura que venho testando em outras tocadas com controladores midi, e que tem me deixado satisfeito. Coloco aqui exemplos deles.
Tendo feito esses três gravações, minha ideia agora é montar um futuro álbum de impromptus, com outras músicas que já imagino fazer, sempre com essa característica comum de ser um improviso com controlador. Bora ver se rola… ⌛
Se quiser, complete a audição da série assistindo os dois impromptus anteriores.
1. Impromptu com as bases do Urubu Malandro (Aracaju, dezembro de 2020)
2. Impromptu com sons de arroto (Aracaju, dezembro de 2020)
Gravei neste dezembro a Badinerie, o movimento final da Suíte Orquestral nº 2, de Bach. Nessa minha versão deixei só a melodia principal da peça original. Ela é acompanhada por uma linha de baixo e base rítmica com instrumentos virtuais.
Usualmente tocada em andamento rápido, a melodia é apresentada aqui bem mais lenta que o usual.
O vídeo no YouTube traz junto a partitura da melodia do baixo. Assista aqui:
E a arte da capa (pai d’égua, como sempre!) é da Luciana Leal.
Esse é o terceiro single que gravo com música de Bach. Os outros dois, se quiser ouvir (ou reouvir) também, foram a Fuga II do 1º livro do Cravo Bem Temperado (aqui, de abril de 2019), e Allemande do solo para flauta transversal (aqui, de 2015). Se tudo der certo, outros virão!
Urubu Malandro é um antigo tema folclórico da região norte do estado do Rio de Janeiro (e há debates sobre sua real autoria), e um clássico do repertório do chorinho. Sua influência na história da música popular brasileira pode ser medida na quantidade de citações e coisas às quais deu nome: grupos musicais (aqui, aqui, aqui, aqui), eventos e publicações como os cadernos Urubu Malandro do Clube do Choro de São Paulo.
Capa do Caderno Urubu Malandro, n] Zero, do Clube do Choro de São Paulo, de 1978Capa do Caderno Urubu Malandro, n] 1, do Clube do Choro de São Paulo, de 1978Capa da Revista O Malho, edição 90, de 1904Divulgação de lançamento do Bloco Carnavalesco Urubu Malandro, no Rio de Janeiro de 2009Marca da Torcida De Amigos Urubu Malandro, de torcedores do Flamengo.
O songbook desse lançamento, com grade completa e partes cavas para órgão eletrônico, violão, piano, e sintetizadores de baixo, está disponível aqui no site da Amazon.
Urubu Malandro – Songbook (2020, Aracaju, Sergipe). Para órgão eletrônico, violão, piano, e sintetizador de baixo. Com grade completa e partes cavas.
E essa é uma transcrição que fiz do tema, e que serviu de base pra gravação.
Pra finalizar, deixo aqui as duas gravações mais antigas do Urubu Malandro. A primeira é a de Lourival Inácio de Carvalho, o Louro, gravada em 1913, e que saiu com o título de “Samba do Urubu”, além de com autoria do próprio Louro. A segunda é a de Bahiano, com o Grupo da Casa Edson, gravada no ano seguinte, 1914.
Samba do urubu – Grupo do Louro (1913)Urubu Malandro – Bahiano / Grupo da Casa Edison (1914)Arte da capa de Luciana Leal