As gravações da Cinderela aqui postadas foram criadas para servir de ambientação sonora da exposição “Fresta”, da fotógrafa Lila Bemerguy, que aconteceu em dezembro de 2008 na galeria da FotoAtiva. A exposição foi resultado de um trabalho com as prostitutas da zona do Comércio de Belém, e recebeu apoio da Bolsa de Pesquisa e Experimentação do Instituto de Artes do Pará (IAP). As imagens da instalação foram produzidas pela Lila, pelas prostitutas e por pessoas ligadas ao GEMPAC (Grupos de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará), que ao longo do ano passado participaram de oficina de fotografia ministrada pela bolsista.
Cinderela é o nome “de guerra” de Eunice Silva, prostituta da zona do Comércio de Belém, que já se apresentou por diversas vezes como cantora nos lugares onde trabalhou – bares, boates e teatro. O repertório da Cinderela é formado principalmente por boleros clássicos, e foi a “música ambiente” da vernissage de “Frestas”.
Cinderela num bar da Riachuelo (foto de Lila Bemerguy).
Essas são algumas músicas gravadas pela Cinderela. Os arranjos e execuções instrumentais são todos meus.
Para baixar todas as cinco músicas abaixo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).
Aqui está o show que a Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz fez em homenagem ao Mestre Cardoso, nos dias 23 e 24 de outubro de 2008. A idéia original foi do maestro Mateus Araujo, regente da OSTP, que conheceu o trabalho do Cardoso através do disco Galo de Campina, produzido por mim em 2005. Inspirado nas músicas do amo de boi de Ourém, Mateus Araujo compôs a “Suíte Brasileira”, cujo último movimento tem como tema a melodia da toada “A Prisão de Saddam Hussein”. Vale lembrar que essa toada, por sua vez, é baseada na melodia da música “Vem Morena“, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. O próprio Cardoso reconhece a apropriação, e ele chama esse processo de “cobrir a música”.
A peça “Conto ao redor do fogo – de como Cardoso veio à pé de Parnaíba e de como Ele conseguiu encontrá-lo” é do compositor Valério Fiel da Costa, e foi inspirada na história do percurso feito à pé por Cardoso da sua terra natal até o Estado do Pará, atravessando os sertões e as matas ainda virgens da Amazônia. A peça utiliza sons gravados na parte final, que foram projetados do palco e do teto do teatro. Também na parte final, as luzes do teatro são apagadas lentamente, e os sons acontecem na escuridão.
“Mestre Cardoso Direto” é um pout-pourri de toadas do Cardoso, feito por mim especialmente para esta noite.
A show ainda contou com a participação do próprio Mestre Cardoso, que veio com alguns integrantes do seu boi Ouro Fino e músicos de Ourém: Tarugo, Ina, Caratinga e Guru. Eles cantaram músicas do brinquedo, e se despediram com a toada “Adeus, morena”, acompanhados pela OSTP, com arranjo de Mateus Araujo.
Ouça e curta as músicas do show. E para baixar o show completo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).
Logo abaixo está a partitura da minha peça e as instruções da do Valério.
As imagens a seguir foram tiradas por Arlindo Matos, Diretor da Rádio Tembés de Ourém, e que nos deu grande apoio pra realização do espetáculo.
AplausosMateus Araújo, Mestre Cardoso e Arlindo MatosPúblico
Confira o programa do evento, com o repertório, os nomes dos integrantes da orquestra, e uma breve biografia da OSTP, do regente e do Cardoso. O desenho da capa foi feito por Luciana Leal.
Programa – capaPrograma – página 1Programa – página 2
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Uma resposta para “OSTP e Mestre Cardoso no Teatro da Paz”
Liderado pelo compositor, cantor e banjoísta Felix Faccon (ex-Curuperé), o Curimbó de bolso se apresentou no dia 6 de setembro na loja Ná Figueredo, dentro do projeto Ensaio Aberto. O show foi uma prévia do segundo disco do grupo, já gravado pela “Ná Records”, e atualmente em fase de mixagem. Para esse projeto, fui convidado a fazer os arranjos dos instrumentos solistas, e toquei flauta doce.
Participaram desta apresentação os músicos Allan Carvalho (coro e violão), Fábio Cavalcante (arranjos e flauta doce), Félix Faccon (voz e banjo), João Paulo (percussão), Maria (coro), Milene Alves (coro), e Rodrigo (percussão).
Ouça a seguir as músicas do show. Para baixar o show completo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).
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3 respostas para “Curimbó de bolso no Ensaio Aberto (Setembro de 2008)”
Anonymous
fabio, ouvi as musicas do curimbo o baiano levou copia da gravação do estudio. está completamente lindo. parabens a todos.Obs. meu nome é maria não mariinha.abraços. maria
“O Robô Criador” é um curta-metragem que produzimos durante a oficina “Trilha sonora para áudio-visual”, realizado pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), através do Núcleo de Produção Digital do Pará, e ministrada por mim, em Agosto de 2008.
Sinopse
O filme conta a história de um bolsista charlatão (interpretado pelo ator Paulo Ricardo) que, em 1955, entrega ao IAP o “Robô Ninja Criador”, como resultado da sua Bolsa de Pesquisa. Segundo o próprio bolsista, é “uma obra que faz obras”. No entanto, durante a sua apresentação, um assaltante rouba a central de processamento de “dados” do robô, que é então levado para uma sala de reciclagem, a fim lhe darem outro proveito.
“O Robô Criador” foi filmado na noite de 26 de agosto de 2008, dentro das dependências do IAP, durante uma das aulas da Oficina de Trilha Sonora. Veja logo abaixo o filme.
Ficha Técnica
Atores: André Mardock (Robô Ninja Criador), André Pereira (carregador do robô), Charles André (carregador do robô), Fábio Cavalcante (avaliador), Luciana Leal (mulher no banheiro), Lucas Escócio (assaltante), Paulo Ricardo (bolsista)
Trilha Sonora e Efeitos (Criação coletiva dos participantes da oficina “Trilha sonora para áudio visual”): André Márcio Mardock, André Pereira Souza, Charles André da Costa e Silva, Emivaldo Ribeiro Feitosa Júnior, Fabrício Coutinho Gaby, Fábio Pereira dos Santos, Leonardo Chermont Rodrigues, Lucas Lourenço Escócio de Faria, Paulo Ricardo Silva do Nascimento.
Esse livreto que estou disponibilizando aqui no blog, em formato pdf, foi feito para os Arrastões de Junho do Arraial do Pavulagem. Ele traz 15 canções que foram ensaiadas e cantadas pelo Batalhão da Estrela nas ruas da Capital. Além disso, vem com uma ficha técnica bem detalhada do evento. A transcrição das partituras foi feita por mim, e o projeto gráfico é de Éder Oliveira e Natany Rodrigues.
Arrastão do Pavulagem: Cantação de rua (2008, Belém, Pará). Transcrição das músicas tocadas e cantadas pelo boi Pavulagem, no ano de 2008, durante os tradicionais arrastões de rua realizados no período junino.
O mateiral teve farta distribuição gratuita durante o período dos arrastões, mas acredito que já não se consegue mais um exemplar tão facilmente. Por isso, e por achar que contém partituras de amplo interesse, coloco ele aqui (arquivo pdf).
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4 respostas para ““Cantação de rua” dos Arrastões do Pavulagem (2008)”
Lupu
Só pra acrescentar: foi impresso em papel 100% reciclado. A cor das páginas não foi “falha” de digitalização ou mesmo um café com leite derramado sobre o material…rs. Quem for imprimir deve ter cuidado com a escolha do papel. Se for fazer a impressão em papel reciclado também, pode ficar um pouquinho escuro.
E uma outra dica: O “Cantação de rua”está em um pdf de quase 30 megas. Se você clicar nele, provavelmente o navegador vai abrí-lo, e isso vai demorar um bom bocado. Recomendo fazer o download e depois abrir o arquivo diretamente da máquina. É só seguir a recomendação de download que tem aqui no blog: – clique com o botão direito sobre o link e selecione “salvar destino como…” ou “salvar link como…”.
Oi Roseane. Não parei de vez, não. Infelizmente fiquei ocupadíssimo esse último mês e não tive tempo pra postar nada aqui no blog. Mas tô com materiais novos, e teu comentário me deu um novo ânimo! Vou me virar aqui e encontrar um tempo pra colocar essas coisas novas o mais rápido possível. Valeu. Um grande abraço!
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