Aqui estão as toadas que Mestre Cardoso preparou este ano para as brincadeiras do seu boi Ouro Fino, de Ourém (PA). Nessas gravações, Cardoso cantou e tocou o tambor. Em algumas faixas, eu gravei a minha voz para o coro, e usei samples de instrumentos de percussão retirados do disco “Galo de campina” (2005).
Gravei essas músicas no mês de Julho, no período em que estive com Cardoso para defender com ele a música “Não sou Norte-americano” no XXV FMO (veja o vídeo da apresentação no post anterior). A última faixa é, por sinal, o áudio dessa apresentação.
Ouça e curta o som do Mestre. E se quiser baixar todas as faixas em um único arquivo zipado, clique aqui.
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Uma resposta para “Cardoso canta as toadas do boi Ouro Fino para 2008”
Anonymous
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No dia 26 de julho, Mestre Cardoso esteve na final do XXV Festival da Canção Ouremense, com a toada “Não sou norte-americano”, composta originalmente para ser cantada nas brincadeiras do boi Ouro Fino.
Ganhou o primeiro lugar na categoria “Músicas de Ourém”. Ele foi acompanhado por Allan Carvalho (banjo e voz), Elaine Borges e “Ina” (Coro), Fábio Cavalcante (flauta e arranjo), e nas percussões, por André “Mixico”, Bruno, Natalino “Caratinga” e Rafael Barros.
O video foi filmado por Arlindo Matos, que, além de ter incentivado Mestre Cardoso na inscrição, deu o título da música.
Confira a letra desta toada de Mestre Cardoso:
Não Sou Norte-Americano (Mestre Cardoso)
Minha mãe, mamãe eu vou Amanhã para o Iraque Meu filho tenha cuidado Não vá passear de táxi Que os jornais de Bagdá Anunciam os ataques
Minha mãe, quero benção Me diga adeus, que eu já vou Meu filho tenha cuidado Siga com nosso Senhor Mataram Saddam Hussein E a guerra continuou
Minha mãe quero benção Quero ouvir as vozes suas Meu filho tenha cuidado Não vacile pelas ruas Mataram Saddam Hussein E a guerra continua
Minha mãe, quero benção Não sei se eu volto este ano Meu filho tenha cuidado Pra depois não ter engano Comparar um brasileiro Com um soldado americano
Eu cantei essa toada Aqui para o pessoal Porque eu tenho memória E tenho meu ideal Compositei em toada Conforme passa o jornal
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7 respostas para “Mestre Cardoso no XXV Festival da Canção Ouremense”
Ao menos no mês de julho as rádios da capital deveriam esquecer um pouco os jabás de mentalidade e valorizar mais a nossa música.. vamos sonhando.. Parabéns!
Valeu pelos comentários de todos. Mestre Cardoso é merecedor do prêmio – é um compositor de mão cheia. Postarei esses dias ainda 8 toadas novas (desse ano) que gravei com o Mestre nessas férias. São da pesada! Vou avisá-los quando estiverem publicadas.
Gostei muito, Fábio! Aliás, tem sido assim com as outras composições que vc tem disponibilizado aqui. Que beleza de trabalho o seu e que grande criador é o Mestre Cardoso! Parabéns aos dois! Beijos (da ouremense-baiana), Cláudia Cunha
Na última sexta (6 de junho), no Teatro do Centur, aconteceu o show “Verequete Chama”, em benefício de Mestre Verequete, que estava internado há vários dias devido a uma pneumonia. A noite contou com a participação dos artistas Paulinho Mururé, Eduardo Dias e Alcyr Guimarães, dos grupos Mandinga da Amazônia, Sabor Marajoara, Sancari e Uirapuru; além da bateria da escola de samba Embaixada da Pedreira, que em 2003 venceu concurso da Prefeitura de Belém, tocando na avenida um samba criado em homenagem ao compositor.
Confira abaixo os momentos do show que ficaram por conta do carimbó pau e corda dos grupos Sancari (nas três primeiras faixas) e Uirapuru (faixas 4, 5 e 6) – este último formado em 1971, e que foi o grupo que acompanhou Verequete ao longo de sua carreira. O encerramento é ao som da bateria da escola da Pedreira.
Parabens Fabio. Seu site ta muito legal e suas iniciativas mais ainda. Sou de BH/MG e gosto muito de musica do norte, especialmente do Para. Ja conhecia o Pio Lobato e fico mais satisfeito agora sabendo que tem mais gente bacana atuando por ai. Se der, passe no blog do meu projeto de divulgaçao cientifica: http://www.igc.ufmg.br/cantacantos. Nao esta tinindo ainda mas prometo deixar ele tao bom quanto o seu muito em breve! []s Lucas Mello.
Dia 17 de maio de 2008 estive na Escola Estadual D. Helena Guilhon, no Satélite, convidado pelo Erivelton Araújo, pra gravar a batucada do Boi Orube, formada por crianças e adolescentes. O boi Orube é um projeto criado por moradores do bairro, interessados em montar um boi-bumbá para a quadra junina deste ano.
Eles contaram com o apoio (entre outros) do Instituto Arraial do Pavulagem, que doou um boi e emprestou brinquedos; da Fundação Curro Velho, que ofereceu as oficinas de Canto (com Luizinho Lins), Percussão (Rafael Barros) e dança (Bruna); do Centro Comunitário Satélite, cedendo o espaço para as oficinas; e da Verde Móveis, que doou madeiras para a oficina de construção de instrumentos, com Mestre Ray, de Icoaraci, onde foram confeccionadas barricas, maracás, matracas, ganzás e recos.
O repertório do boi Orube (que em Tupi, significa “aquele que contagia, que traz alegria”) têm diversas toadas dos Mestres Cardoso (faixas 1, 2, 3 e 6) e Faustino (faixas 4 e 5), de Ourém. Os Mestre ouremenses já tiveram suas toadas tocadas em vários arrastões do Pavulagem (confira aqui e aqui), e é com grande prazer que eu vejo as suas criações conquistando espaço fora do município de Ourém. As músicas desses amos, cantadas pelos integrantes do Boi Orube, foram registradas originalmente nos três discos que lancei com eles em 2005 e 2006 (Galo de Campina, e Bois de Ourém Vol. 1 e 2).
Ouça as gravações do Boi Orube nos links abaixo. E baixe todas as músicas em um único arquivo clicando aqui (arquivo zip).
E assista aqui no Youtube um vídeo feito durante a gravação.
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Uma resposta para “Boi Orube, do Satélite (Belém – PA).”
Jerusa
Belo material! É lindo ver os pequenos se interessando pela cultura popular da nossa terra !
Nos dias 24, 25 e 26 de novembro de 2003 fui, acompanhado da Lila e dos meus amigos Arlindo Matos e Marcilene (de Ourém), à aldeia Frasqueira, dos índios Tembé, localizada no município de Santa Luzia do Pará.
A festa, que dura uma semana, é um ritual de passagem que comemora a entrada das índias na adolescência, e não era realizada há vários anos. Um barracão construído num canto da aldeia era o local onde cantavam e dançavam o Caê Caê – dança tradicional daquele povo. As músicas falam dos animais da floresta, e apenas maracas são usadas para acompanhar as vozes. A dança é uma roda, que se faz aos pares em volta do centro do barracão. Algumas vezes se dançava do lado de fora, avançando de mãos dadas, formando uma longa barreira.
Aqui estão quatro momentos dos Tembé cantando o Caê-Caê.
Para baixar as músicas acima em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).
E logo abaixo, algumas fotos tiradas durante a festa.
Dança do Caê caê Crianças Tembé Pintando o corpoGuaribas e mutuns moqueados
As pinturas corporais são feitas com óleo de jenipapo, e ficam marcadas no corpo por aproximadamente duas semanas. Não adiante esfregar – não sai. Essas pinturas representam animais como o macaco, a onça e a cobra.
As guaribas e os mutuns ficam vários dias sendo moqueados. Quando estão bem secos, são então pilados e viram uma farinha. Dessa farinha é feito um bolo, que, segundo os costumes do povo Tembé, apenas os adultos podem comer. Então, as moças para as quais a festa está sendo feita, comem o bolo pela primeira vez.
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Uma resposta para “Caê Caê na Aldeia Tembé – Festa das Moças 2003”
Anonymous
Sobre a foto 3 (Pintando o corpo)…praticamente um “massai branco”! rsrsr.
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