De 18 de dezembro a 1° de janeiro foi festejada a Marujada em Bragança (PA). Os ensaios no barração; a Furiosa tocando no coreto da praça; marujos e marujas de todas as idades dançando e se divertindo em louvor ao santo preto; as ladainhas das comitivas; cavalhada – que bela festa! O regional que mandava as danças pros marujos era formado por Zito e Lúcio (rabeca), Manel (Pandeiro), Zeca (Tambor), Kleber, Seu Pedro e Fernando (Banjo) e Júnior Soares (Violão).
Lúcio.Cléber e Zeca.Seu PedroManelJúnior Soares
Na festa da marujada, os marujos dançam roda, retumbão, xote, chorado, mazurca, arrasta-pé, valsa, a contradança… As gravações disponíveis aqui foram feitas por mim durante os ensaios e nos dias da festa.
Para baixar as músicas acima em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).
Marujas no barracão.Marujas
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11 respostas para “Músicas da Marujada de Bragança – 2007”
Fabinhooo ai q vontade de dançar cara!!!! to me balançando, ouvindo aki e com uma tremenda vontade de levantar e rodar a saia !!!!! DOREEEI, MUITO SHOW !!! totalmente excelente. Dá orgulho de ser dessa terra linda.
vou apresentar essas músicas em um trabalho na faculdade sobre cultura. Se tiverem mais acessos a marujada por favor entrem em contato comigo [email protected]. Maravilhosa essa cultura!
Oi Loly. Que legal! Acho muito bom esse repertório entrando na academia. E a faculdade é aqui no Pará?
Bora publicar o resultado do trabalho aqui no blog? Eu tenho a maior curiosidade em saber o resultado desse teu trabalho. Vai ter algum produto escrito no final?
A toada Estrela Dalva, de Mestre Cardoso, amo do boi Ouro Fino de Ourém, está no repertório do arrastão que o Arraial do Pavulagem realiza esse sábado de manhã, logo após a chegada da imagem da santa na escadinha do cais do porto. Mestre Cardoso vem à capital junto com outros amos daquele município, e vão mostrar a sua brincadeira na praça dos estivadores, antes da saída do arrastão. E na chegada, na praça do Carmo, Cardoso deve cantar junto com a batalhão a sua toada Estrela Dalva, que foi composta esse ano para o arrastão de Ourém, realizado em maio.
Os bois de Ourém têm vindo regularmente aos arrastões do Pavulgem. Em junho deste ano, participaram Mestre Faustino e Tuíte, e o seus bois Pai-do-Campo e Geringonça; e quanto ao Cardoso, essa é a terceira vez que ele vem.
Esse vídeo é uma montagem com duas gravações: a primeira foi feita na casa do Mestre, em Ourém, dia 14 de junho; e a segunda, durante o ensaio do dia 10 de outubro, no Centur, quando Cardoso veio à Belém para ensaiar com o batalhão. A letra da toada é a seguinte:
Estrela Dalva (Mestre Cardoso)
Eu vi a Estrela Dalva / Que brilhou na primavera Ela vive em um jarro / Aonde tem flores belas E entre todas as estrelas / Não tem uma igual a ela
Eu vi a Estrela Dalva / Que brilhou no oceano Tava na beira da praia / O vento forte soprando E entre todas as estrelas / Ela é a maior do ano
Hoje eu fui convidado / Pra fazer essa viagem Convidei meu batalhão / Pra fazer essa montagem Homenagem ao Malhadinho / E ao Arraial do Pavulagem
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Uma resposta para “Estrela Dalva – Mestre Cardoso e os Bois de Ourém no Círio 2007”
Eis os vídeos da apresentação do Doristi no Teatro Waldemar Henrique, no dia 15 de fevereiro de 2007, às 24 horas. Essa apresentação foi a abertura da projeto “Pauta Maldita”, que pretendia acontecer quinzenalmente, à meia-noite, mas que morreu na segunda edição, onde também participei, com o Artesanato Furioso. Infelizmente a gravação de áudio ficou péssima – o plug do gravador foi colocado no buraco errado da mesa (snif! snif!). A gravação ficou baixinha e com chiado, e, irritado, pensei até em não postar nada do show. Passada a irritação, tô aqui postando tudo.
No repertório estão as músicas Alga Vive, San Ozama, Toada, Kaura-um, Retumbão, Lundu, Abacaba, Augé, Urubu, Ongom ongom, Very cat e Zaparip. Todas são do disco Doristi, exceto Urubu, parceria minha com o Allan Carvalho, e uma homenagem ao Waldemar Henrique, que no dia da apresentação faria 102 anos de idade. Jogando com a ideia de inversão da teoria doristi, eu Allan compusemos este “inversão” do sentido da letra de Uirapuru, que ficou assim:
Urubu (Fábio Cavalcante e Allan Carvalho)
Nunca mais de triparia / Eu subi a tamandaré O almofadinha afundava / E ficava caladinho Iá iá, e ficava caladinho Iá iá, caladinho almofadinha
Respeitava a realidade / e pariu olha o pombão Despintou com humildade / que soltou o urubu Hum hum, que soltou o urubu Hum hum, caladinho almofadinha
Me mentiu sobre o Kojak / pai-do-fogo e o mineral Calou do sei lá quem é / que chora com o sol a pino Ui ui, que chora com o sol a pino Ui ui, caladinho almofadinha
Bem na noite que eu me for / o santinho vai amar Ele vai deixar relax / all these dirty motherfucker Iá iá, all these dirty motherfucker Iá iá, caladinho almofadinha
Foi feito um pedido ao público que, caso gostassem, nos vaiassem e não aplaudissem. Eles gostaram. No meio da gravação toco na flauta a melodia do Uirapuru.
Contei com as participações especiais dos músicos Allan Carvalho (banjo e voz), Edgar Jr (percussão), Rafael Barros (percussão) e Renato Torres (violão, guitarra e voz), e dos dançarinos Aninha, Lorena, Maurício e Max. A filmagem foi feita pelo Josemar.
Projeto Doristi
Doristi é um projeto meu de 2005, que teve o apoio do Instituto de Artes do Pará (IAP), através de uma bolsa de pesquisa, experimentação e criação artística. Dele fiz um disco e dois livros.
O disco é esse abaixo, gravado entre setembro de 2005 e maio de 2006, em Ourém/PA. Todos os arranjos e gravações são meus, e o projeto gráfico é de Luciana Leal.
Participaram das gravações eu, Fábio Cavalcante (vozes, violões e flauta doce), Allan Pinheiro de Carvalho (banjo e coro), Natalino “Caratinga” Brasil (barricas, atabaques, pandeiro meia-lua, caxixi, claves, triângulo, ganzá, maracas, talheres, pente, onça e coco) e Odinéia Nascimento (coro). E o disco contou com a participação especial da Comissão de São Benedito de Ourém, sob o comando de Mimi Cachimbo, na faixa 8.
Os dois livros que fiz no projeto foram “Doristi – Teoria” (onde apresento o sistema Doristi, usado nas composições deste disco) e “Doristi – Songbook”, com as partituras das 14 músicas do disco (com grade completa, partes cavas e letras cifradas).
Doristi - Songbook (2006, Ourém, Pará). Songbook do disco Doristi, gravado em 2006, na cidade de Ourém, Pará.
Um encarte com todas as letras do álbum também pode ser baixado aqui.
Por fim, em 02 de dezembro de 2005, apresentei as músicas do disco no “Arte Final”, evento que reunia os bolsistas do IAP daquele ano. Tocaram comigo Roseane, Renato Torres, Allan Carvalho, Natalino “Caratinga” e André “Mixico”. Eis algumas imagens dessa noite.
Renato Torres, Fábio Cavalcante e Allan CarvalhoRoseane, Renato Torres, Fábio Cavalcante, Allan Carvalho, “Caratinga” e André “Mixico”Fábio CavalcanteRenato Torres, Fábio Cavalcante e Allan CarvalhoRoseane, Renato Torres, Fábio Cavalcante, Allan Carvalho, “Caratinga” e André “Mixico”Roseane e Renato TorresCapa por Luciana Leal
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2 respostas para “Doristi na Pauta Maldita”
Anonymous
Pô, Fábio!…
Muito bacana!… Vou espalhar pela minha lista de amigos.
PORÉM, claro, ficas me devendo mais UMA – a cópia do DVD… Nem vou falar da toada do Cardoso! PUTS!
Abraços atrasados-pávulos!
Allan
PS: a Aninha vai ficar toda prosa de estar no Youtube! rsrsrs
No Youtube estão postados os vídeos das 4 peças tocadas na segunda noite, do dia 23. A filmagem foi feita pelo Fábio Amaral. Veja abaixo.
Esta é a ficha técnica:
Sábado, 22 de setembro, meia-noite.
Cu cagão (Fábio Cavalcante) – partitura Allan Carvalho: Coro, Pano Fábio Cavalcante: Coro, Sons gravados Renato Torres: Voz, Balão Valério Fiel da Costa: Coro, Velcro
Silêncio, peixes e assombrações subaquáticas (Valério Fiel da Costa) – partitura Arthur Alves: Cello com delay Valério Fiel: Piano preparado
Missa (Valério Fiel da Costa) – partitura Alan, Allan, Cláudio, Judson, Renato: Panelas Valério Fiel da Costa: Voz, Teclado
Música de microfonia (Valério Fiel da Costa / Fábio Cavalcante) – partitura Fábio Cavalcante: Microfone, Toca-disco, Máquina de chuva, Balão Valério Fiel da Costa: Microfone, Rádio, Sons gravados, Roque-roque, Balão, Molho de conchas
Domingo, 23 de setembro, 20h.
Poluição sonora (Fábio Cavalcante) Allan Carvalho: Balão Cláudio Costa: Copos, Isopor Fábio Cavalcante: Sons gravados Valério Fiel da Costa: Copos, Isopor
Kensho (Valério Fiel da Costa) – partitura Allan Carvalho: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz Cláudio Costa: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz Valério Fiel da Costa: Cadeira, Roque-roque, Percussões e Voz
Cirurgião (Fábio Cavalcante) Alan Fonseca: Tarraxa de violão Cláudio Costa: Tarraxa de violão Fábio Cavalcante: Violão, Pente e Faca Valério Fiel da Costa: Sons gravados
Trash plastic (Valério Fiel da Costa / Lilian Campesato) Fábio Cavalcante: Plástico, Microfone, Lata de cerveja, Fita gomada Valério Fiel da Costa: Plástico, Copo, Papel
Po. Me enchi de felicidade com esse post. Conheço o valério (na verdade trocamos algumas ideias umas duas vezes pessoalmente) e acho ducaralho a proposta do duo Furioso. Domingo que vem vai rolar um especial com estas gravações do A.F. na edição n°101 do meu programa “VANGUARDA”, dedicado a musica moderna e contemporânea que apresento aqui em Aracaju (Aperipê FM, 104,9 – http://www.aperipe.se.gov.br/), e desde ja peço permissão para juntar todos esses arquivos em pastas e disponibilizar no formato CD no blog do meu programa http://vanguardablog.blogspot.com/ Mais uma vez, valeu pelo belíssimo post.
O Grupo Tanguru-Pará surgiu em 86, no bairro do Canudos (na Cipriano Santos, próximo à Segunda de Queluz), com o nome de “Nosso Carimbó”, pela iniciativa de “Seu Ailton”. Formado por dançarinos, com o tempo Seu Ailton sentiu a necessidade de montar um corpo musical para acompanhá-los. Na primeira formação estavam, entre outros, os músicos Emílio e Edson Abreu (Edinho). No ano de 96, fomos convidados pra entrar no grupo eu (flauta), Allan Carvalho (banjo, violão e voz), Márcio Macedo (violão e voz) e Edgar Junior (percussão). Vários percussionistas passavam pelo Tanguru, entre eles Nazareno, Baby e Ginga. Nesse período o grupo era coordenado pela Ana Lúcia, filha do Seu Ailton, e o coreógrafo era o Laércio.
Com essa formação (que durou um pouco mais de um ano) foram feitas dezenas de apresentações. As gravações aqui apresentadas são do show “Cores e Bandeirinhas” – título de uma música do Allan -, no projeto Uma Quarta de Música, do Centur, em junho de 1997.
Q legal ,lembro como se fosse oj .
Sinto muito orgulho de ter feito parte desse grupo chamado ( TANGURU-PARÁ ) como dançarino.
Melhores momentos do nosso grupo .
Um grande abraço a todos .
Que maravilha, Marcelo! Tenho muitas ótimas lembranças do Tanguru e também fico orgulhoso de ter participado do projeto. Foi demais! 🙂
Um grande abraço e obrigado pelo comentário aqui no blog.
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