Este vídeo é um improviso com as bases sonoras que construí no Maschine para a gravação do “Hino ao sol”, uma das faixas de meu próximo disco, o “FGC Vol. 666”. É uma melodia indígena do Peru, e a conheci transcrita no livro “Apuntes de acustica y escalas exoticas”, de Blanca Cattoi. Apesar de ter acrescentado uma letra pro hino, aqui toco apenas as partes instrumentais. Na verdade ele é um mais um improviso mesmo, feito principalmente com a combinação das camadas instrumentais e aplicação de efeitos. Confira aí:
E aqui a partitura do “Himno al Sol”, como está no livro de Cattoi.
Extraído do livro “Apuntes de acustica y escalas exoticas”, de Blanca Cattoi
Sempre te achei meio bruxo com essa maquininha aí! Mas que bom que à despeito da tecnologia, ainda haja alma no teu trabalho. (Digo isso porque alguns a perdem). Parabéns!
Essas gravações foram feitas durante o I Festival de Música da UFOPA, que aconteceu dia primeiro de novembro, no campus Rondon. Foram gravadas do meio do público, e estão, portanto, cheias dos ruídos do ambiente. Ouçam aí:
O primeiro lugar ficou com “Dançar juntos” (faixa 10), composta e interpretada por Clarice Senna, e que, indiscutivelmente, arrebatou a plateia – foi de longe a música mais aplaudida, por exemplo. O segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, com “Sindicato Clandestino” (faixa 4), da banda de metal Iron Jaraki, e o samba “Meu menino” (faixa 1), do grupo Receita de Samba.
Clarice Senna (foto de Luiz Mota)Iron Jaraki (foto por Luiz Mota)Receita de Samba (foto por Luiz Mota)
Se quiser baixar todas as músicas, clique aqui (arquivo Zip). E esta é a ficha técnica completa das músicas apresentadas:
Meu menino (Marcelle Almeida) – Grupo Receita de Samba. Voz: Marcelle Almeida, Violão 7 cordas: Fabrício Sombra, Cavaco: Luíz Acácio, Sax soprano: Isonilson Rocha, Trompete: Willhison Sousa, Trombone: Divaldo Filho, Percussões: Erison Fonseca, Everson Cesar e Tadeu Xavier.
Amores modernos (Celso Lima) – Banda Na hora. Voz e violão: Celso Lima, Baixo: Rui Vila-boas, Bandolim: Raul Silva.
Glamours girls (Felipe Manoel / Clóvis Rodrigues) – Ravenc. Voz e violão: Felipe Manoel.
Sindicato clandestino (Majd Aboul) – Iron Jaraki. Bob Gringer: Vocal, Majd Aboul: Guitarra, Bateria: Rick Cisco, Nicolas Kolesne: Baixo.
Um amor de verdade (Ana Correa). Voz: Ana Correa, Guitarra: Carlos Melo e Diego, Bateria: Derlon Nogueira, Baixo: Gabriel Baena.
Far away (Vítor Ferreira / Ilcinara Jordana) – Banda Darth Verde. Voz e violão: Ilcinara Jordana, Guitarra: Vítor Ferreira, Baixo: Flávia Rodrigues, Bateria: Derlon Nogueira.
A tua estrela (Paulo Victor Maranhão). Voz: Márcia Maranhão, Violão: Paulo Maranhão, Percussão: Rafael, Baixo: Neves, Flauta: Sara.
A verdade (Rafael Siqueira). Voz: Rafael Siqueira, Teclados: João Paulo Rodrigues.
O outro lado da vida (Rômulo Lima). Violão e voz: Rômulo Lima.
Criei no Kontakt um instrumento virtual com samples de um pandeiro que gravei. Além do monte de amostras sonoras do pandeiro, adicionei vários efeitos que podem ser ativados, desativados e/ou direcionados só para algumas notas. Minha intenção agora é usá-lo nas próximas gravações (a curto prazo, no meu “Retumbão dos infernos”, que já comecei a gravar, e sobre o qual tratei aqui).
Fiz este improviso a seguir como um exercício rápido para testar os recursos do pandeiro.
Aí embaixo estão duas imagens do instrumento no kontakt.
“Performance view”“Kontakt Script” e “Editor de mapeamento”
Esta é uma gravação bootleg que fiz de uma apresentação do violonista Sebastião Tapajós, durante a abertura do VI Simpósio Brasil-Alemanha, no hotel Barrudada, Santarém, no último 29. Ele foi acompanhado por Sérgio Abalos, no violão; Anderson Dourado, nos teclados; Dhionny Vianna, no contrabaixo, e Adriano Dourado na bateria. Esta gravação, infelizmente, não está completa, e o show teve no repertório, principalmente, as músicas do novo CD do Sebastião – chamado “Aos da guitarrada”, homenageando a guitarrada do Pará.
Mais uma música pro meu disco-sempre-em-construção Singles. É um arranjo para um trecho de dois compassos do chorinho “Naquele tempo” (de Pixinguinha e Benedito Lacerda), que fica se repetindo diversas vezes entre 4 vozes, em forma de cânone. O resultado é esse aí embaixo, e o chamei de “Caboquice No. 1: com um trecho de Naquele tempo”.
A partitura está aí embaixo. Se quiser, baixe-a aqui.
Caboquice nº 1 – com um trecho de Naquele Tempo (2013, Santarém, Pará). Peça para voz, marimba, violão e piano, baseada em um trecho do chorinho Naquele Tempo, de Pixinguinha e Benedito Lacerda.
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