• ABC na doida

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    “ABC na doida” foi composta e gravada em junho e julho de 2017, e foi feita especialmente para o repertório do show “Lanoi Cid Art“, que fiz em 10 de agosto,  na abertura do projeto Aldeia Sesc de Artes, no Sesc de Aracaju. Para essa gravação usei instrumentos virtuais e uma flauta doce contralto. A arte da capa é de Luciana Leal.

    A letra, uma versão satírica do bê-a-bá, é esta a seguir.

    A partitura com o arranjo desta gravação (baixo, flauta, vocal e cifras) está disponível no site da Amazon.

    ABC na doida – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para voz, flauta doce soprano, piano (clave de fá) e contrabaixo. Com grade completa, partes cavas, e letra cifrada.

    A tocada de “ABC na doida” no projeto Aldeia Sesc de Artes, que citei acima, está registrada no vídeo a seguir; e o show completo pode ser visto neste link.

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  • Mazurca

    Esta é uma interpretação minha da Mazurca tradicionalmente tocada na Marujada de Bragança/PA. É um arranjo para duas flautas, baixo e piano, acompanhados por uma base rítmica eletroacústica. Gravei em novembro de 2017 com duas flautas doces (soprano e contralto) e instrumentos virtuais. A arte da capa é de Luciana Leal.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    songbook desta gravação está disponível no site da Amazon.

    Capa do songbook Mazruca, de Fábio Cavalcante
    Mazurca - Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para flauta doce soprano e contralto, piano,  marimba (clave de fá) e contrabaixo. Com grade completa e partes cavas.

    mazurca é uma dentre várias músicas tocadas e dançadas na Marujada, a festa em homenagem a São Benedito que acontece todo dezembro, desde 1798 – ano em que foi fundada, por negros escravos, a Irmandade do Glorioso São Benedito de Bragança. Um pouco do som dessa festa pode ser ouvido nessas duas postagens aqui do Blog FGC: Comissão das Colônias do Glorioso São Benedito de Bragança e Músicas da Marujada de Bragança – 2007.

    A primeira tem registros da passagem de uma comissão de “esmoleiros” pela cidade de Ourém/PA, em 2004 e 2006; e a segunda, gravações de retumbãoxote e chorado, tocados na festa de 2007.

    Trabalhei com essa mesma mazurca, ainda neste ano de 2017, num arranjo bem mais eletrônico. Foi para este vídeo gravado no Vila Aju (na época se chamava Aju Hostel), em junho passado, pouco tempo depois de ter chegado, para morar, em Aracaju.

    Tanto a arranjo o vídeo acima quanto desta nova gravação apresentada no início da postagem foram baseados neste arranjo para piano.

    Mazurca for piano solo - Capa do livro
    Mazurca (2017, Aracaju, Sergipe). Arranjo a 3 vozes para piano.
    Atualização em 22 de julho de 2021

    Ainda mexendo com esse tema (que eu adoro, deu pra sacar, né? 😉 ) fiz esse vídeo tocando-o num arranjo a duas vozes, bem simples (simplório mesmo!), feito mais para experimentar uns timbres novos. A partitura tá logo a seguir.

    Pra finalizar, vou deixar aqui transcrito o que o livro “Tocando a Memória: Rabeca“(de Maria José Pinto da Costa de Moraes, editado pelo Instituto de Artes do Pará em 2006), fala sobre essa mazurca da Marujada de Bragança, no capítulo “A Marujada e o Culto a São Benedito: Música e Dança” (páginas 63 e 64).

    Capa do livro Tocando a memória: RabecaA Mazurca é a quarta dança do ritual da Marujada e a primeira das danças de origem europeia. De tradição polonesa, pode ter a forma de dança ou canto. Notabilizou-se tanto entre compositores eruditos, como Chopin, quanto entre populares, como Ernesto Nazareth e Chiquinha Gozaga.

    Segundo Julio Bas (1947), possui forma binário de movimento moderado, em compasso ternário simples, apresentando o ritmo básico, no qual se observa o segundo tempo apoiado.

    Partitura de percussão da mazurca - Exemplo 1

    A Mazurca bragantina tem como característica regionalista o ritmo do tambor.

    Partitura de percussão da mazurca - Exemplo 2

    Seu andamento é o Allegro, com semínima a 160, na tonalidade de Ré Menor. A coreografia, inicialmente, tem os pares enfileirados formando um círculo, para onde se dirigem os marujos que se posicionam, movimentando-se em sentido horário. Com o desenrolar da música, as marujas giram em frente aos parceiros, mudando de posição para o braço esquerdo e retornando ao braço direito sucessivamente.

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  • FGC Vol. 1

    FGC Vol. 1, meu primeiro álbum, lançado há exatos 15 anos, foi disponibilizado este mês nas principais plataformas de streaming e download. Até agora minha única gravação disponibilizada assim era o single Allemande, de 2015, e todas as outras estavam em sites de hospedagem sob licença CC, como Internet Archive e Overmundo. Minha intenção agora é publicá-las todas nessas novas plataformas, e fazer isso também com as criações por vir.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    As 11 músicas deste álbum foram gravadas em Belém do Pará, nos anos de 2001 e 2002. O equipamento que usei foi bem enxuto. Para além de um microfone pra gravar as vozes e alguns ruídos, e um sequenciador Dr-5 da Boss, todos os demais sons foram gerados no computador do quarto – usei principalmente arquivos SoundFont, o software cSound, e uma enxurrada de efeitos sonoros digitais.

    O desafio que me impus de produzir um álbum inteiro por conta própria foi o espírito deste disco. Com um número de composições suficientes e experiência com arranjos, resolvi mergulhar seriamente no estudo dos softwares de gravação e edição de som, pra ter controle sobre todo o processo da produção fonográfica. Daí a escolha pelos instrumentos virtuais. E daí também a quase ausência de parcerias, coisa que iria deixar de lado nos meus 3 álbuns seguintes (FGC Vol. 2, FGC Vol. 3 e Doristi), já cheio de parceiros.

    Um parceiro neste disco foi o músico Allan Carvalho, com quem dividi a composição de “Pasta/Casa”, a segunda faixa. O disco também possui duas canções tradicionais, de domínio público: “Terezinha de Jesus” e “A Dança da Desfeiteira”. A primeira dispensa apresentação, mas gostaria aqui de acrescentar que canto nesta gravação uma estrofe não muito comum para a cantiga (“Quero ver faca de ponta / Quero ver sangue escorrer / Quero ver aquela ingrata / que me fez tanto sofrer”), mas que foi a que cresci ouvindo em casa. A segunda, “A Dança da Desfeiteira“, é um tema cantado em várias partes da região amazônica, e muito presente no repertório dos grupos parafolclóricos de Belém (entre eles o grupo Tanguru-pará, do qual eu havia sido flautista entre 1996 e 99), que a apresenta na forma de um desafio entre dois cantores, com versos irônicos tirando sarro do adversário. As demais composições são minhas.

    Com todas as músicas finalizadas em dezembro de 2002, criei capas em papel reciclado para embalar os CDs, gravados caseiramente no gravador do computador, e fiz 60 cópias. E essa foi a abordagem que usei até o meu terceiro disco, o FGC Vol. 3. Em 2008, Luciana Leal fez um projeto gráfico para esse disco, com capa e encarte, e que usei desde então na distribuição virtual dele. É a base para a capa definitiva de agora – a alteração foi devido à presença de um código de barras fake na parte superior esquerda da capa, que a Luciana trocou por faixas coloridas, devido às regras de distribuição de alguns serviços de streaming (entre outras coisas, eles não permitem preços, códigos de barra e coisas do tipo nas capas). Olhe aqui esse histórico de capas pro FGC Vol. 1.

    As letras completas estão disponíveis no livreto abaixo, diagramado também por Luciana Leal.

    Mais informações

    Quanto às duas canções tradicionais deste disco, ambas de domínio público (“Terezinha de Jesus” e “A Dança da Desfeiteira”), gostaria de acrescentar que, em relação à primeira, canto nesta gravação uma estrofe incomum  da cantiga (“Quero ver faca de ponta / Quero ver sangue escorrer / Quero ver aquela ingrata / que me fez tanto sofrer”), mas que foi a que cresci ouvindo em casa. E quanto à “A Dança da Desfeiteira”, este é um tema cantado em várias partes da região amazônica, e muito presente no repertório dos grupos parafolclóricos de Belém (entre eles o grupo Tanguru-pará, do qual eu havia sido flautista entre 1996 e 99), sempre apresentada na forma de um desafio entre dois cantores, com versos irônicos tirando sarro do adversário.

    E pra finalizar, posto esse recorte de uma máteria no jornal O Liberal, de Belém, em janeiro de 2003, tratando desse lançamento.

    Recorte de material de Jornal sobre lançamento do disco FGC, Vol. 1
    Jornal O Liberal, Cartaz, página 3. Belém, 28 de janeiro de 2003.

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  • Allemande

    Este é um registro em vídeo da tocada de Allemande (J. S. Bach), que fiz no vernissage da exposição “Design de Superfície na Amazônia“, da Luciana Leal, na sala de cinema do Sesc de Santarém – PA, em 20.01.2015. Algumas fotos desta noite estão neste álbum, no facebook.

    A filmagem é de Ádrio Denner, e o áudio foi captado diretamente do microfone da câmera filmado.

    Allemande é o primeiro movimento do Solo para Flauta Transversal de J. S. Bach, e fiz este arranjo eletrônico (cheios de contrastes, com variações no andamento, nos timbres e no próprio clima da peça) pensando em ser executado durante desfile com peças de vestuário feitas a partir do material da exposição da Luciana.

    Abaixo está a minha gravação em estúdio de Allemande, usando um controlador Maschine MK1. A capa também foi desenhada pela Luciana Leal.

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  • Design de Superfície na Amazônia

    Aqui estão produtos do projeto “Design de superfície na Amazônia: referências visuais da iconografia arqueológica do oeste do Pará no desenvolvimento de estampas têxteis” da Luciana Leal, contemplado pela 13ª edição da Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP) – 2014.

    O projeto foi idealizado com a intenção de pesquisar referências visuais em peças arqueológicas dos índios Tapajós, da região oeste do Pará, a fim de produzir estampas contínuas para aplicação em tecido. No dia 9 de dezembro rolou o vernissage da exposição no Instituto de Artes do Pará, em Belém, com 20 estampas impressas em tecido; quadros estampados; a publicação online de um catálogo com as estampas do projeto; relato de experiência da Luciana; bate-papo e uma tocada minha com controladores.

    O vídeo a seguir é ilustrado com fotos e outras imagens produzidas no projeto, e o áudio dele foi o gravado na noite do vernissage.

    Todas as estampas criadas tiveram como inspiração as peças arqueológicas do Laboratório Curt Nimuendaju, da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, que estão reunidos no catálogo “Design de Superfície na Amazônia – Estampas Tapajônicas”.

    O álbum abaixo é o registro em fotos da noite de abertura da exposição.

    E a seguir tem a tocada minha que rolou após o bate-papo com a Luciana. A música é um arranjo pro Allemande do Solo para Flauta Transversal de Bach, programado e executado num Maschine; e foi feita pensando num desfile com peças de vestuário confeccionadas a partir dos tecidos da exposição.

    Se quiser acompanhar o trabalho da Luciana, tem mais coisas no perfil dela no Flickr; e para mais informações sobre o projeto, o email pra contato é [email protected].

    Cartaz da exposição Design de Superfície na Amazônica
    Cartaz

    2 respostas para “Design de Superfície na Amazônia”

    1. Avatar de Greyce Lisboa
      Greyce Lisboa

      Olá Luciana e Fábio! Vim registrar a grande felicidade em ver a nossa região do Tapajós mais uma vez reconhecida e inspirando grandes exposições, além de deixar a criatividade da Luciana bem aflorada!

      Adorei! Parabéns!!!

    2. Avatar de Alan

      muito interessante nunca tinha visto isso antes… obrigado

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